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‘Batom na cueca’: CPI do Futebol coloca Del Nero 'contra parede’, aponta senador

Comissão, que investiga a corrupção no futebol brasileiro, vota nesta quarta-feira (11) série de requerimentos pedindo quebra de sigilos bancários de envolvidos. Negócios obscuros com a Fifa e doação para ex-namorada podem incriminar o mandatário 11/11/2015 às 12:32
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Del Nero está na mira da CPI do Futebol.
ACRITICA.COM Manaus (AMO)

O cerco está se fechando para o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero. A CPI do Futebol vota nesta quarta-feira (11), em sessão secreta, a quebra de sigilo bancário de vários dos envolvidos nas investigações da Comissão. Entre eles o da Empresa Kefler Produções, que pertence a Kleber Leite, ex-presidente do Flamengo.

No total são 20 requerimentos que estarão nas mãos da CPI, e caso aprovados, aprofundarão ainda mais as investigações sobre a CBF. Muitos dos dados ainda estão sendo mantidos em segredo para não atrapalhar o andamento da Comissão.

Dos fatos de conhecimento da CPI há indícios do envolvimento de Del Nero com o caso Fifa – que levou o FBI a prender 14 altos membros da entidade, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin. Assim como informações sobre a ex-namorada do mandatário, Carolina Galan, a qual recebeu uma gorda doação de R$ 1 milhão do ex-affair.  


O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), integrante da CPI do Futebol, teve acesso aos dados e apontou operações anormais envolvendo Del Nero. “Foi encontrado um conjunto de operações atípicas relacionados a vários investigados, incluindo o Del Nero. São operações acima de R$ 100 mil'', disse o parlamentar “disparando” contra o presidente da CBF, “É batom na cueca. Só estamos procurando sexo explícito.”

Randolfe também foi contundente ao afirmar que a sessão de hoje da CPI é a mais importante até então e a aprovação da quebra dos sigilos bancários, telefônico e de internet será primordial para que se concluam as investigações.

“Se não aprovarem com tudo que há de contundente, ficará claro que há gente querendo uma pizza'', disse o senador, que, ao lado de Romário - idealizador da CPI -, é um dos principais críticos da CBF. No entanto, dentro da própria CPI do Futebol existe resistência pelo desenvolvimento das investigações, como a do relator da Comissão, Romero Jucá (PMDB-RR), que já se posicionou contra algumas intervenções. 


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