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Bianca Maia comemora saldo positivo na carreira e sonha com a medalha olímpica

Ginasta fala sobre a expectativa de ser a primeira amazonense a disputar uma Olimpíada na GR 08/09/2013 às 10:47
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Bianca Maia Mendonça é inspiração para ginastas locais
lorenna serrão ---

O ano de 2013 ainda não acabou, mas Bianca Maia Mendonça, única amazonense, até agora, confirmada nas Olimpíadas de 2016, titular da seleção brasileira de ginástica rítmica, já comemora os saldos positivos alcançados nos principais torneios da modalidade mundo a fora. Integrante da equipe, que há dois anos vem sendo preparada para representar o País nos Jogos do Rio de Janeiro, a atleta afirma que o sonho da medalha olímpica já não está tão distante.

A confiança de Bianca não é à toa, afinal a seleção de GR começou o ciclo olímpico com o pé-direito. Na segunda etapa da Copa do Mundo, na Bielorrússia, o Brasil conquistou a medalha inédita de bronze no conjunto três bolas e duas fitas e a quinta colocação na série com cinco pares de maçãs. E no Mundial, na Ucrânia, alcançou a surpreendente 12ª posição no quadro geral, o melhor resultado já conquistado por uma equipe brasileira na competição.

“Os resultados que nós conquistamos na Bielorrússia e na Ucrânia foram muito melhores do que imaginávamos e provaram que estamos no caminho certo para 2016. A 12ª colocação no Mundial foi realmente importante, os comentários dos árbitros, as críticas... tudo acrescentou muito a todas nós”, disse Bianca – que após a longa rotina de treinos e competições, passa alguns dias em Manaus com a família.

Totalmente focada e feliz por fazer parte de uma equipe que colocou a ginástica rítmica brasileira no cenário internacional e que desde 2010 acumula vitórias importantes, a ginasta garante que não existe pressão para 2016. “Eu sei que eu só preciso continuar fazendo o meu trabalho, por isso não me sinto pressionada. Se acontecer, por algum motivo, de eu ficar fora dos Jogos do Rio, já estarei satisfeita, feliz por ter feito parte dessa história”, comenta.

Mas é claro que como todo atleta de alto rendimento ela sonha em participar das Olimpíadas, mas afirma que, além da parte física, o lado psicológico também precisa estar 100%. “Até agora estou muito satisfeita com o meu desempenho na seleção. Acredito que agora o lado psicológico precisa ser muito trabalhado, pois o caminho é árduo e sacrificante, mas com certeza valerá a pena”, completa.

Até 2016, a seleção brasileira fará intercambio pelo menos duas vezes por ano na Rússia, considerado o país mais forte e tradicional do mundo na modalidade. “Tudo é muito importante, imagina treinar na melhor escola de ginástica do mundo? Me sinto muito, muito feliz por poder ter essa oportunidade. É um passo gigantesco”, finalizou.


Planos para o futuro

Bianca Maia Mendonça pratica ginástica rítmica desde os cinco anos. Por falta de incentivo no Amazonas, ela teve que ir para Santa Catarina buscar visibilidade e apesar das dificuldades conseguiu chegar onde queria e hoje é a principal referencia para as atletas locais.

Aos 20 anos, morando em Aracaju, onde cursa Educação Física, a atleta titular da seleção brasileira de GR, conta que deseja se tornar técnica da modalidade e ensinar o que aprendeu a outras meninas amazonenses. “Se formos comparar, na minha época as coisas eram muito mais complicadas, hoje as atletas amazonenses tem uma estrutura melhor. Mas esse processo é normal e a tendencia é melhorar cada vez mais. Tenho muitos projetos para o futuro e um deles é ser técnica em Manaus e depois comandar a seleção brasileira”, disse Bianca - que também revelou a parte mais difícil do mundo da ginástica rítmica. “Treinamento pesado faz parte de todos os esportes. Ser magra é um pré-requisito para GR, como na natação é saber nadar, por isso acredito que a maior dificuldade mesmo é a falta de apoio por ser um esporte pouco reconhecido no Brasil e um pouco caro de se manter”.

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