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Blitz na ‘CBF da Bolívia’: Fifa e Conmebol investigam Federação Boliviana de Futebol

As entidades anunciaram nesta terça-feira (4) que investigarão possíveis casos de corrupção da entidade. Amistoso entre Bolívia e Brasil em prol de garoto morto com sinalizador por corintiano será apurado 04/08/2015 às 13:24
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Presidente da FBF e tesoureiro da Conmebol, Carlos Chávez, foi preso por corrupção.
ACRITICA.COM Manaus (AM)

Os casos de corrupção que abalaram o futebol mundial parecem ter começado a surtir efeito. A Fifa e a Conmebol anunciaram nesta terça-feira (4) que farão auditoria na Federação Boliviana de Futebol (FBF). As entidades devem investigar supostos crimes de corupção, que está sendo realizada pela Procuradoria-Geral do país sul-americano.

O próprio secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, comunicou a decisão à FBF, junto à Gorka Villar, diretor-geral da Conmebol, em carta que também foi enviada à imprensa.

A inspeção da Federação Internacional e da Confederação veio logo após a nota enviada pela FBF, em que era denunciada intervenção do governo boliviano, por meio da Procuradoria-Geral da Bolívia.

No comunicado, tanto Fifa como Conmebol afirmar ter o "mais absoluto respeito pelas investigações da justiça", porém, atentam para a necessidade de que não seja afetada, de modo arbitrário, a autonomia da FBF no futebol daquele país. Mesmo defendendo a FBF, as entidades lembram que as federações precisam cumprir e estar dentro das leis de seus respectivos países.

A Procuradoria-Geral boliviana abriu uma investigação contra vários dirigentes da FBF. Entre as acusações estão lavagem de dinheiro, uso indevido de verbas, crimes tributários e fraude com múltiplas vítimas.



Um dos casos suspeitos envolve o amistoso entre Bolívia e Brasil, disputado em abril de 2013. Na época as FBF anunciou que a renda da partida seria revertida para a família de Kevin Beltrán, morto aos 14 anos ao ser atingido por um sinalizador no duelo entre San José e Corinthians, na cidade de Oruro, pela Taça Libertadores da América.

Investigações apontam que a partida foi fraudada e que família do garoto jamais recebeu o dinheiro. Por esse crime foram presos o presidente da Federação e tesoureiro da Conmebol, Carlos Chávez, e o secretário-geral da FBF, Alberto Lozada. 


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