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Bola sustentável pode ganhar o nome do fruto Caramuri

Bola com nome de fruto exótico pode ser produzida a partir do látex e utilizada em torneios amadores 22/05/2013 às 11:58
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O Caramuri é um fruto típico de Maués que surge a cada quatro anos
Jornal A Crítica ---

Uma bola sustentável, confeccionada a partir do laminado vegetal, cuja matéria-prima é a seringueira (látex), típica na Amazônia, e com a denominação Caramuri, fruto regional que surge de quatro em quatro anos. Essa é a ideia disseminada na esfera governamental pelo advogado e empresário Jaime Marques Rodrigues, da empresa Ecológica Indústria e Comércio de Produtos de Látex Ltda, localizada no interior de São Paulo. 

O objetivo é que o Governo do Estado adote a pelota com o nome regionalizado e o selo ecologicamente correto para ser utilizada em campeonatos amadores e nas escolas públicas, a exemplo do que já acontece em outros Estados. “O que a gente quer é apresentar um novo conceito de produto, usando um mecanismo mais rápido para educar, a bola, porque o futebol é a paixão do povo, e com o símbolo da Amazônia representado nela”, explica o empresário, que já foi recebido pela UGP-Copa e pelas secretarias de Estado da Juventude Esporte e Lazer (Sejel) e de Desenvolvimento e Sustentável (SDS).

O objetivo do executivo da empresa é peregrinar por outras pastas estaduais de interesse “vendendo” o projeto. No entendimento de Rodrigues, o poder público deve assimilar projetos que cumpram alguns pré-requisitos legais de valorização da produção brasileira, ou seja, que as indústrias gerem tributos, criem postos de trabalho e utilizem matéria-prima biodegradável. “Há inclusive em vigor a lei dos resíduos sólidos, que a partir de 2014 terá obrigatoriedade total”, detalha. Rodrigues diz que a Ecológica desenvolveu o processo de produção da bola com lâmina vegetal de modo que ela desaparece em, no máximo, três anos. Além disso, o material pode ser moído e reutilizado na industria de sapatos, tapetes de carro  e afins. “É salutar para a floresta, pois atende a parte esportiva e preserva o meio ambiente. São no máximo três anos de biodurabilidade, dentro do prazo de  oito meses e quatro anos que a lei determina”, diz ele.

A bola ecologicamente correta já existe sob o denominação de ecoball, e tem patente em 33 países. A ordem é desenvolver tecnologia sustentável a ponto de concorrer com marcas mundialmente conhecidas, como a Adidas e a Nike, que utilizam mão-de-obra chinesa, material que causa poluição ambiental e não gera tributos no Brasil, fala Jaime Rodrigues. “Cerca de 90 industriais de bola já fecharam aqui no País”, sustenta ele.

A ecoball Caramuri tem, inclusive o apoio de Beto Mafra, empresário local idealizador do projeto Caramuri, que visava dar o nome da bola da Copa: “Essa parceria com o Governo do Estado vai viabilizar economicamente a bola, única que se pode dizer que é verde”.

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