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Bons de bola, Romarinho e Come Lixo são 'profissionais' do amador

Romarinho conta viver do futebol amador e até sustentar a família por meio do dinheiro recebido para jogar peladas; Come Lixo diz que tudo que tem "deve ao futebol amador" 16/03/2015 às 21:44
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Romarinho se destacou na Taça Lima e no Peladão em 2015
Felipe de Paula Manaus (AM)

Com a maioria dos jogadores de fora do estado, o Campeonato Amazonense está perdendo jogadores para o cada vez mais valorizado circuito de peladas local. Paparicados  pelos seus times, os “peladeiros profissionais” não fazem questão de deixar o futebol amador.

Ex-Unidos do Alfredo Nascimento e prestes a “assinar” com o Panair, Romarinho mora sozinho com a esposa e a filha e diz sustentá-las apenas com o dinheiro conquistado nos campeonatos, com o qual até já comprou um terreno para morar com a família na casa que está construindo.

“Não bebo, não fumo, não tenho vício, só o futebol. É uma alegria, um dom que Deus deu e que eu tenho tentado aproveitar”, disse Romarinho, que procura manter a forma para estar em bom nível físico nas competições. “Dar uma corridinha, preparo físico na areia... tem que fazer, se não a mente trabalha e o corpo não obedece”, conta-nos.

Orgulhoso de viver de futebol mesmo sem ser profissional, relata já diz já ter recebido propostas de times grandes do estado, todas recusadas. Ele revela também já ter recebido mais de dez mil em um contrato, fora as ajudas de custo nos dias de treinos e jogo.

No currículo, um detalhe chama a atenção: Romarinho é autor do primeiro gol amazonense da Arena da Amazônia, história que foi publicada neste caderno no último domingo. O nome Romário, aliás, foi dado pela mãe, que adorava futebol e até jogava na juventude. Nome este que ele tratou de colocar na história.

Come Lixo

Outro personagem curioso, a começar pelo apelido, é Adeilson “Come Lixo”, 28, que fez o primeiro gol em finais na Arena. No ano retrasado, ele disputou o Campeonato Amazonense pelo Iranduba. No ano, seguinte, voltaria ao amador, e, embora tenha emprego fixo, atribui suas conquistas financeiras todas ao futebol.


“Tudo o que eu tenho é em torno do que eu ganho jogando bola”, diz ele, que atua no Obidense FC, tendo sido artilheiro do Peladão com 17 gols. Come-lixo, que recebe para jogar desde os 15 anos, coisa impensável no futebol profissional, ganhou o curioso apelido ainda na infância, por recolher um alimento do chão.

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