Terça-feira, 25 de Junho de 2019
Craque

Botafogo e Vasco se enfrentam, neste domingo (3), pela final do Campeonato Carioca

Gigante da Colina tentará quebrar a escrita de nunca ter derrota do Fogão em uma final de campeonato; duelo em preto e branco tem ingressos esgotados no Maracanã desde a quinta-feira



1.jpg Dagoberto é esperança de gols no ataque vascaíno
03/05/2015 às 10:47

Um duelo em preto e branco. De um lado, o Botafogo ostentando o fato de nunca ter perdido do Vasco da Gama em uma final de campeonato. De outro, o Gigante da Colina, que vem com a vantagem de ter ganhado o primeiro jogo por 1 a 0,  só precisa do empate para quebrar o tabu histórico que desafia os números do clássico.

É que na história dos confrontos entre os dois times, segundo o site de estatísticas ogol.com, é ampla a vantagem vascaína sobre o rival. De um total de 270 partidas, o Vasco teria vencido 115 jogos (43%), contra 73 vitórias botafoguenses (27%). Ainda segundo o site, 82 partidas (30%) entre os clubes terminaram em empate.

Mas a história não entra em campo, dirão os mais céticos sobre a influência dos tabus no aspecto motivacional dos atletas que entram em campo neste domingo (3), às 15h (de Manaus), para decidir quem ficará com o título de campeão carioca de 2015. Vamos, portanto, aos fatos do jogo de hoje, segunda e derradeira batalha do grand finale do Cariocão.

No Vasco, a boa notícia é que o meia Bernardo e volante Guiñazu, capitão da equipe, estão liberados para a partida após julgamento do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) sobre incidente ocorrido na semifinal contra o Flamengo. Guiñazu foi absolvido e Bernardo punido por um jogo, já cumprido pelo atleta.

Umas das últimas contratações do Vasco, o atacante Dagoberto é conhecido por ser um recordista de títulos - só de Campeonatos Brasileiros tem cinco na carreira (um com o Atlético Paranaense, dois com o São Paulo e dois com o Cruzeiro). Não satisfeito, o experiente jogador quer entrar na história mais uma vez ao ajudar o Vasco a quebrar o tabu histórico de derrotas para o Botafogo em finais de campeonato. “Dentro da nossa cultura, quem entra para a história é o vencedor. Você marca a história ganhando”, disse “Dagol”, que tem discurso de vencedor. 

O Botafogo, por sua vez, que perdeu Jobson no meio da semana por uma punição de quatro anos da Fifa - o jogador se negou a fazer exame antidoping na Arábia. O setor jurídico do clube foi acionado, mas até o feriado de sexta, não obteve resposta da Fifa quanto a uma possível liberação do atleta, cuja ausência foi lamentada pelo técnico René Simões.

Com os ingresso para o clássico estão esgotados, o clima será dos melhores para o futebol neste domingo. O volante William Arão concorda. “Isso serve de combustível sim. Eles acreditam na gente e temos condições de reverter”, disse o jogador.

Dupla de zaga 'define' o Vasco

A dupla de zaga vascaína, Luan e Rodrigo, é um resumo do elenco vascaíno que pode quebrar um tabu histórico contra o Botafogo, hoje, no Maracanã. Com 21 anos, Luan representa a juventude; Rodrigo, com 34, a experiência. Juntos, os dois também são mostras do entrosamento que o Gigante da Colina adquiriu no decorrer da competição.

Segundo levantamento do jornal Lance!, do Rio de Janeiro, os dois jogadores disputaram, juntos, 36 partidas até agora pelo Vasco da Gama. Só perderam dois. Este ano, os dois ainda não perderam atuando lado a lado na defesa: foram 11 partidas, com nove vitórias e três empates. Vale lembrar que qualquer empate garante ao Clube da Cruz de Malta o título carioca, que não vem há 12 anos.

Outro dado interessante, nesta fase final do campeonato estadual, o Vasco ainda não levou gol, aumentando ainda mais a confiança do torcedor no setor defensivo. Como se já não bastasse, os dois, juntos, ainda tem seis gols pelo time neste ano. Luan, que falou em coletiva, comentou sobre a amizade com o parceiro de zaga mas também  sobre sua relação com o Vasco, onde chegou aos 13 anos e pelo qual, pode, pela primeira vez, ganhar um título.
“O Vasco é tudo para mim. Cheguei aos 13 anos, morava aqui em cima. Vivenciei muita coisa e aprendi muito. Acho que a única maneira de retribuir isso é vencendo um campeonato”, disse Luan.

Comentário - Felipe de Paula

“Há coisas que só acontecem com o Botafogo”, diz a célebre frase de autoria desconhecida, imortalizada não apenas por sua força retórica, mas pelo nível de verdade presente em suas oito palavras.

De fato. Mas há coisas boas (que só acontecem com o Botafogo). Nunca ter perdido para o Vasco numa final de campeonato é uma delas. Isso quem diz não sou eu, mas a história, aquela que não entra em campo, mas assombra ou ilumina o espírito daqueles que o fazem.

Hoje, veremos de um lado um time disposto a mudar a escrita da história e tirar um atraso de 12 anos sem título carioca. Do outro, um clube que, afundado em dívidas e na Série B do Brasileiro, luta para manter um tabu histórico e, assim, levantar a moral do time para a exaustiva disputa da segunda divisão.


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