Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019
Vitória Botafogo

Botafogo fatura a Taça Rio e conquista antecipadamente o campeonato carioca

Antes contestado até pela torcida, o Fogão calou os críticos. O gol da vitória sobre o Fluminense foi marcado por Rafael Marques, que era massacrado e quase deixou o clube



1.png Jogadores comemoram a conquista antecipada
06/05/2013 às 08:01

O Botafogo iniciou o ano como um time contestado, cercado de dúvidas e divorciado de sua torcida, que pedia a saída do técnico Oswaldo de Oliveira antes mesmo da primeira partida da temporada. Tudo isso parece um passado distante, depois que a ótima campanha botafoguense culminou com o título antecipado do Campeonato Carioca - campeão dos dois turnos (Taça Guanabara e Taça Rio), evitou a disputa da final.

No Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ), o Botafogo derrotou o Fluminense por 1 a 0 na final da Taça Rio. E, como foi campeão do segundo turno do campeonato, pôde comemorar também o 20º título estadual da sua história. Assim, um grupo que questionado pelos seus próprios torcedores foi incontestavelmente o melhor time do Campeonato Carioca, melhor até mesmo do que o elenco estelar do Fluminense.

“No início do ano, fui o jogador mais falado, comentado e quase fui embora do Botafogo. E fiz o gol do título”, disse Rafael Marques, que viveu muito tempo sob a sombra do então ídolo botafoguense Loco Abreu e sofreu com a perseguição da torcida, mas contou com a confiança de seu técnico.

Liderados pela categoria e experiência do holandês Seedorf, pela juventude e atrevimento do uruguaio Lodeiro e pelas defesas seguras e a tranquilidade do goleiro Jefferson, o Botafogo foi uma equipe regular durante toda a competição, que cresceu justamente nos momentos decisivos. Na fase eliminatória da Taça Guanabara, derrotou o Flamengo e o Vasco, que detinham a vantagem do empate na semifinal e final, respectivamente. O Botafogo os superou com garra e insistência.

No domingo, a vantagem era botafoguense, e o time soube jogar melhor com ela do que os rivais. O Botafogo não se acovardou ou não se encolheu em seu campo. Controlou o ritmo da partida como lhe conveio. Acelerou e diminui a velocidade do jogo de acordo com as necessidades, dando pouquíssimas chances ao Fluminense. A decisão começou muito tensa. O nível da adrenalina dos jogadores estava alto, o que resultou em empurrões, safanões e troca de ofensas generalizadas.

O árbitro Marcelo de Lima Henrique tentou deixar o jogo correr até que precisou intervir, distribuindo quatro cartões amarelos em poucos minutos de bola rolando. Um lance um tanto casual resultou no gol do Botafogo. De muito longe, Lucas soltou um tiro sem direção, o zagueiro Dória tentou dominar e a bola sobrou para Rafael Marques. Com tranquilidade, ele tocou na saída de Diego Cavalieri e abriu o placar aos 41 minutos.

A segunda etapa tornou-se mais fácil para o Botafogo, depois do gol marcado no fim do primeiro tempo. Somou-se a isso o desgaste físico do adversário, que jogou sem Fred, Rafael Sóbis e Deco, todos lesionados. Jefferson não fez nenhuma defesa difícil no segundo tempo. Na verdade, foi o Botafogo que poderia ter ampliado. Aos 34, o árbitro marcou pênalti de Digão em Bolívar. Mas Seedorf acertou a trave. Seria um tiro de misericórdia, que não se fez necessário, nem manchou a ótima campanha do craque holandês em seu primeiro título no Brasil. O Carioca ficou nas melhores mãos, do Botafogo campeão antecipado.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.