Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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Craque

Boxeadora amazonense supera mundo do crime e volta à luta

A lenda do boxe baré se livra do envolvimento com o tráfico de drogas e se prepara para voltar aos ringues brasileiros


24/04/2013 às 09:55

Conhecida pela mão pesada e por ser a primeira amazonense campeã brasileira de boxe, em 2002, Maria Marreta, prestes a completar 33 anos e 20 quilos acima do peso, resolveu voltar aos ringues. A boxeadora já treina diariamente com seu descobridor e incentivador, Pedro Nunes, 48, presidente da Federação Amazonense de Pugilismo (FAP) e idealizador do projeto social Ringue Boxe, que a fez uma atleta de alto nível da nobre arte. Ela definiu planos imediatos que incluem o Campeonato Brasileiro, em outubro, além do Mundial em 2014, e também metas mais ousadas, como a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro. Há até um plano B caso Maria não tenha mais êxito no boxe: o MMA.

De imediato, a atleta terá que perder no mínimo 15 quilos, treinar bastante as partes física, técnica e tática, arrumar trabalho para se manter e torcer por um patrocínio para ajudar nisso tudo. “Eu dou três meses para a Maria Marreta voltar a ser aquela boxeadora que era. Ela tem determinação, vontade, respeita à risca o esquema de treinamento e coloca bem os golpes. Mas ela precisa de apoio para isso”, alerta Pedro.

Maria está amadurecida pela vida. Quando se decepcionou com o boxe, em 2005, pela falta de apoio do Poder Público, segundo ela, a boxeadora foi vender peixe na feira para ajudar o pai e também trabalhou na tripulação de barcos turísticos. Mas seu maior pesadelo ainda estaria por vir com envolvimento com tráfico de drogas. “Nunca usei drogas. Eu apenas queria o dinheiro e a facilidade que o tráfico me dava. Também me envolvi e gastei o que tinha com mulheres. Não tenho medo de falar essas coisas, porque eu estou curada pela palavra de Deus”, revela a atleta, seguidora fervorosa da Igreja de Cristo do Avivamento, que tem ações de recuperação de pessoas em risco social.

Maria também está mais velha. E isso para a carreira de um atleta de alto rendimento pode fazer a diferença. Mas a idade segundo ela própria e seu treinador, não é problema. “Quando eu fui ao Mundial da Turquia (2003), quando fui a sexta colocada, eu enfrentei uma norte-americana que tinha 45 anos e mais de cem lutas na minha frente. Ela era muito técnica. Então a idade não atrapalha. Ainda mais no boxe feminino. Vai me ajudar a pensar de forma mais estratégica nos combates”, garante a atleta.

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