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Esportes
Brasil alegra o povo com vitória

Brasil é tetracampeão da Copa das Confederações

Brasil goleia a Espanha, acaba invencibilidade de três anos da Fúria e é novamente campeão 01/07/2013 às 08:24
Show 1
Fred e Neymar protagonizaram a goleada sobre a Espanha no Maracanã
Clóvis Miranda ---

Foi como um desfile de uma escola de samba nota 10! Com uma atuação primorosa e irretocável a Seleção Brasileira sambou em cima da Espanha. A comissão de frente arrasadora formada por Neymar, Hulk e Fred acabou com a invencibilidade de três anos de uma das melhores seleções da história do futebol mundial.

Com a vitória inesquecível ontem no Maracanã o Brasil se tornou tetracampeão da Copa das Confederações, mostrando um futebol valente, guerreiro, mas também com capacidade de fazer aquilo que a Fúria tem de melhor: o toque de bola. Nada tão surpreendente, afinal, como diz a música, o toque de bola é a nossa escola, a nossa maior tradição. O começo do jogo foi simplesmente avassalador. Mostrando que a comissão de frente do Brasil seria mesmo nota 10, Fred, aos dois minutos, balançou a rede dos espanhóis. A jogada começou nos pés de Hulk, que cruzou pela direita. A bola ainda bateu em Neymar, mas foi o artilheiro Fred, caído, que abriu o marcador.

O Brasil, quem diria, tocava a bola, do jeito que a Espanha gosta de fazer. Redondinha de pé em pé, até que em um lançamento perfeito de Marcelo para Neymar, o craque brasileiro só foi parado com falta do zagueiro Alvaro Arbeloa, que levou amarelo. Poderia até ter levado vermelho.

Iniesta só conseguiu chutar de longe. Julio Cesar, esperto no lance, mandou para fora. Se o espanhol não estava em seus melhores dias, o mesmo não se pode dizer de Hulk, que fez ontem a sua melhor partida pela Seleção Brasileira. Como o herói dos quadrinhos, ele rompia, pela força, a defesa espanhola.

      Espanha foi neutralizada em campo pelo Brasil

Em outro lançamento, aos 27 minutos, Hulk encontrou Oscar, que só foi parado por Sergio Ramos. Mais um amarelo que poderia ter sido vermelho para a Fúria.

É, mas nem só da comissão de frente vive uma escola de samba vencedora. É preciso também ter a turma que segura a onda lá atrás, para que tudo ande bem para frente. Pedro conseguiu bater Julio Cesar, mas, quando a bola se preparava para morrer no fundo da rede, David Luiz salvou em cima da linha, de forma espetacular, aos 40 minutos do primeiro tempo. O lance o redimiu de toda e qualquer falha que ele já teve atuando pela Seleção Brasileira. E o primeiro tempo deste desfile não poderia terminar melhor. Em uma tabelinha entre Oscar e Neymar, o moicano fuzilou sem dó nem piedade o goleirão Casillas. Um cartão de visita e tanto para o futuro rival, que veste a camisa do Real Madrid. 

O Carnaval continuou no segundo tempo e as atenções voltaram de novo para a comissão de frente. Hulk lançou para Neymar, que fez o corta luz e Fred mandou no cantinho de Casillas. Explode coração, na maior felicidade. Foi lindo ver a Seleção contagiando e sacudindo o Maraca.

“Olé” e “É chocolate”

O técnico espanhol Del Bosque mexeu. Jesús Navas entrou e logo arrancou um pênalti em cima de Marcelo. O zagueiro Sergio Ramos foi para a cobrança onde certamente ouviu a maior vaia de sua vida. A torcida deu aquela força para o espanhol mandar a bola pra fora do gol.

A Seleção Brasileira anulou completamente o jeito espanhol de jogar. Foi na força, na vontade, nas bolas roubadas, no toque de bola. Até que Neymar avançou sozinho de novo. Desta vez foi Piqué quem parou o craque. E enfim, o árbitro teve coragem de expulsar um espanhol.

Folia na avenida. Lágrimas da cantora Shakira, mulher de Piqué, na arquibancada do Maracanã. É, mas a galera “homenageou” o zagueiro gritando o nome de sua amada aos quatro ventos, quando ele saiu de cena.  Ainda deu tempo para Julio Cesar brilhar defendendo chutes de Jesús Navas e Pedro. Nada adiantou para eles. Ontem a Espanha poderia ter chutado mil vezes a gol que nenhuma bola entraria. Nenhuma defesa seria capaz de parar o ataque brasileiro. A explicação para um futebol tão fulminante só pode ser uma: o Gigante acordou e ainda sambou.

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