Segunda-feira, 06 de Abril de 2020
Craque

Brasil enfrenta a Rússia no vôlei feminino em Londres

Brasileiras enfrentam adversário histórico buscando chegar às semifinais. Vai ser um duelo de gigantes



1.jpg Brasileiras comemoram ponto conquistado na vitória diante do Peru
07/08/2012 às 08:29

Hoje é tudo ou nada para o vôlei feminino brasileiro. Dentro de quadra não haverá brecha para deslizes e é melhor não contar tanto com a sorte.

O Brasil vai ter que se esforçar e apresentar seu melhor jogo durante a temporada Olímpica para conseguir bater sua rival histórica nas quartas de final: a Rússia, que ocupou o primeiro lugar do grupo A, e é atual campeã mundial. A partida terá início às 10h (horário Manaus).



Para não dar tchau a Olimpíada, o Brasil vai precisar entrar com um jogo diferente do que vem sendo apresentado, que lhe rendeu inclusive a amarga última posição (entre as classificadas) do grupo B no chaveamento  com sete pontos, tendo os Estados Unidos no primeiro lugar com 12 pontos, seguidos pela China com nove, e Coreia do Sul somando oito pontos.

 Melhoras individuais

Dessa forma, para a seleção verde e amarela chegar à semifinal será necessário um ataque afiado, um bloqueio mais eficiente e um time veloz. A esperança de ver um conjunto bem organizado deverá ser puxado pelos destaques dos últimos jogos: a meio de rede Thaisa, a capitã Fabiana, e a ponteira Fernanda Garay. Além disso, é esperado uma participação mais ativa da bela Jaqueline Carvalho e um domínio maior de Sheilla, que já deram sinais de “retorno” no jogo do último domingo contra a Sérvia.

Esta “receita” será essencial para encurralar a seleção Russa, que conta com o time mais alto do mundo (com media de 1,89 de altura) e é uma das equipes mais tradicionais, famosa por um ataque poderoso, bloqueio estável e estilo de jogo ofensivo.

Hoje será o dia mais apropriado para o time canarinho  dar o troco as meninas do leste europeu, que colecionam vitórias em cima das brasileirinhas, como na semifinal dos jogos de Atenas em 2004 (por 3 sets a 2) e nas finais do Mundial de 2006 e 2010 (ambas por 3 sets a 2). Em todos os jogos, a atacante Ekaterina Gamova foi a destaque e a principal responsável em desestabilizar as meninas brasileiras. Só no Mundial de 2010, a gigante russa de 2m02 de altura, fez 35 pontos no jogo.

 Intimidador

No caminho pela medalha olímpica o retrospecto entre as equipes que se enfrentarão hoje, é intimidador. A Rússia teve a melhor campanha do grupo A, com cinco vitórias em cinco partidas e apenas quatro sets perdidos. Já o Brasil ganhou três jogos e perdeu dois, com dez sets vencidos pelos rivais da fase de grupos. A campanha do País Tropical em Londres, é a seguinte: venceu para a Turquia por 3 sets a 2, perdeu para os Estados Unidos por 3 sets a 1 e para a Coreia do Sul por 3 sets a 0. As brasileiras só anotaram a segunda vitória em cima da China, por 3 sets a 2  e contra Sérvia, por 3 sets a 0.

Caso passe pela invicta Rússia, o Brasil poderá enfrentar na semifinal a equipe do Japão ou China, que jogam hoje às 8h (de Manaus). Se chegar à final, a expectativa é que a seleção enfrente as temidas americanas, que, assim como as russas, também se classificaram sem nenhuma derrota e pegam as dominicanas hoje às 14h (Manaus). Os Estados Unidos, também são os grandes favoritos ao ouro olímpico, já que apresentam grande movimentação em quadra, um ataque poderoso e uma defesa eficiente.

Na primeira fase, o time da terra de Obama, perdeu apenas dois sets, sendo um para o Brasil e outro para a Coreia do Sul.

 


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