Publicidade
Esportes
RIO 2016

Brasil garante mais duas medalhas de prata no atletismo das Paralimpíadas

Fabio Bordignon conquistou a medalha nos 100m rasos da classe T35, e Verônica Hipólito, na mesma distância da T38. 09/09/2016 às 18:03
Show veronica
Aos 20 anos, Verônica festejou muito sua primeira medalha em Jogos Paralímpicos / Foto: Rio 2016
acritica.com Rio de Janeiro (RJ)

A sessão noturna da SuperSexta do atletismo nos Jogos Rio 2016 começou prateada para o Brasil. Logo nas primeiras provas do fim da tarde no Estádio Olímpico, o país-sede dos Jogos garantiu mais duas medalhas no esporte, sua quarta, com Fabio Bordignon nos 100m rasos da classe T35, e Verônica Hipólito, na mesma distância da T38.

Ex-jogador de futebol de 7 – tendo inclusive feito parte da seleção brasileira nos Jogos Londres 2012 -, Fabio largou na frente na primeira prova da noite, mas foi ultrapassado no meio da distância pelo ucraniano e recordista mundial Ihor Tsvietov, que levou o ouro com 12s31, pouco acima de sua melhor marca, os 12s12 que marcou nas eliminatórias.

Fabio, que disputa os Jogos Paralímpicos pela primeira vez no atletismo, levou a prata com 12s66 e o argentino Hernan Barreto completou o pódio com o tempo de 12s85, que lhe valeu o bronze.

“O significado dessa medalha é muito grande. Ela coroa as coisas que aconteceram na minha vida no passado. A minha mudança de modalidade, do futebol de 7. O atletismo é uma modalidade na qual eu não sabia que tinha talento, mas graças aos meus familiares e técnicos, eu vi que tinha. Eles investiram em mim, e a medalha veio como prova de que eu tinha talento”, comemorou o brasileiro.

Nas disputas femininas da classe T38, o Brasil teve duas representantes na final. Verônica foi quem se saiu melhor, marcando 12s88 para ganhar a prata, atrás da britânica Sophie Hahn, que levou o ouro com 12s62, e atrás de sua compatriota Kadeena Kox, que marcou 13s01 e levou o bronze. Jenifer Santos ficou em oitavo, com 13s61.

“Em qualquer corrida, em qualquer coisa na vida, você tem que pensar que pode ser melhor. Mas o que aconteceu hoje foi incrível: eu sou medalhista Paralímpica com 20 anos! Fazia muito tempo que eu não competia com as minhas adversárias mais fortes, mas isso também isso me fez chegar com sangue nos olhos. Eu nunca imaginei que poderia correr na casa dos 12s80, nunca imaginei que fosse receber vibrações tão boas. Foi maravilhoso", vibrou a brasileira.

Publicidade
Publicidade