Publicidade
Esportes
REFORÇO

Camilinha fala sobre o sonho de jogar a Libertadores e trajetória até o Iranduba

Contratata pelo Hulk, a lateral desembarca em Manaus com a vontade de conquistar uma taça que lhe falta na estante: a Taça Libertadores da América 22/10/2018 às 20:51 - Atualizado em 23/10/2018 às 08:17
Show zcr032301 p01 926efc05 a1a5 43bd a1af 2dd15ac42ef3
Foto: Divulgação
Camila Leonel Manaus (AM)

Aos 24 anos, Camilinha tem vários títulos no currículo como Copa do Brasil, Sul Americano, Torneio Internacional de Brasília, mas em novembro ela desembarca em Manaus para buscar um título que falta: a Libertadores Feminina. A atleta, que estava atuando pelo Orlando Pride, entrou no Boletim Informativo Diário na semana passada e vestirá a camisa do Iranduba na competição continental.

“Meu empresário, Thiago, entrou em contato falando do interesse do clube. E sempre tive vontade de jogar a Libertadores. É um título que gostaria de ter no meu currículo e eles estão me dando esta oportunidade. Com certeza será importante, a Libertadores é um título de peso, estou indo para ganhar”, disse a atleta que falou com exclusividade ao A Crítica. Para a lateral, a conquista pode ser ainda mais importante por coroar o ano em que ela retornou aos campos após a recuperação de uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direto em setembro de 2017. Em outubro, ela passou por um procedimento cirúrgico e, depois de oito meses, disputou uma partida oficial em julho de 2018.

“Foi um momento bem difícil, mas voltar à Seleção e jogar no clube me deu um ‘up’ de novo. Então se eu puder fechar o ano com esse título com certeza seria marcante”, completa. Mas antes de desembarcar em Manaus, a atleta participará de um período de treinos com a Seleção Feminina que acontece em São Paulo até o dia 6 de novembro.

Reforço de peso para o Iranduba, a jogadora iniciou nas quadras de São Bento do Sul, em Santa Catarina. O incentivo veio do pai, Edson, e do irmão. Não demorou muito para a menina começar a disputar campeonatos na região e o esporte virar coisa séria.

“Meu pai começou a me incentivar sim. Quando comecei a levar a sério as brincadeiras de trave a trave na rua e na escola. Aí vi que só queria ganhar e não perder. Percebi que era algo sério pra mim quando jogar bola virou a melhor parte do dia e aí não poderia ficar sem”, relembra. Em 2008, ela recebeu um convite para jogar no Malwee, em Jaraguá do Sul, de lá ela foi para a equipe do Barateiro na categoria sub-15. Nesse período ela foi artilheira do time com 52 gols.

A mudança do futsal para o campo aconteceu em 2012. O primeiro time de campo que era representou foi o Kindermann. Em Caçador, ela começou jogando no meio-campo mas depois passou para a lateral direita, após a lesão de uma de suas companheiras de equipe.

“A transição  para o campo foi rápida. Muda o piso, chuteira e tudo mais, só que era o q eu queria, então tentei me adaptar rápido. E no Kindermann tinha campo e futsal, isso fez eu balancear as coisas”, conta a jogadora que teve a sua primeira convocação para a Seleção em novembro de 2013. 

No ano de 2015, Camilinha foi jogar no Houston Dash, mas ela não conseguiu brilhar nessa primeira passagem, por isso voltou ao Brasil, onde jogou no Corinthians, porém o tempo no Timão durou pouco tempo e logo ela voltou para os EUA, desta vez para jogar no Orlando Pride, mesmo time de Marta.

“Da minha primeira passagem nos Estados Unidos para a segunda mudou muita coisa. Eu cheguei lá tímida, como uma menina qualquer e não deixei uma boa impressão. Então coloquei na minha cabeça que teria que fazer diferente e tenho certeza que estou conseguindo fazer isso. O Brasil me ajudou muito e o período de Olimpíada, me fez evoluir muito como atleta”, comenta a jogadora.

Publicidade
Publicidade