Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019
Craque

Campeã Ana Marcela, assim como um milhão de brasileiros serão capacitados no inglês em 2016

A promessa de medalha brasileira nas águas cariocas sonha em conquistar uma medalha olímpica e conceder entrevista sem necessidade de tradutores



1.jpg Ana Marcela conquista o título mundial na maratona aquática
15/12/2015 às 15:10

O inglês é hoje uma espécie de língua universal, falada por nativos e não-nativos do idioma em todo o planeta. Conhecer esse código global é um trunfo para a vida pessoal, profissional e acadêmica. Com a vinda da Copa do Mundo e a iminente realização das Olimpíadas, parte do País se prepara como pode para interagir com o mundo estrangeiro que está prestes a desembarcar no Brasil.

Para se ter uma ideia, o Brasil ocupa o discreto 41º lugar no Índice de Proficiência em Inglês de 2015 do grupo Education First (EF), fornecedor de treinamento de idioma para os Jogos Rio 2016. Para ajudar o Brasil a virar esse jogo e de certa forma deixar um legado real ao País, o EF deve capacitar um milhão de brasileiros até os Jogos de 2016, entre mais de cem mil funcionários dos Jogos, 900 mil candidatos ao programa de voluntários, além de 156 mil crianças de escolar no Rio de Janeiro, e cerca de 700 atletas, como a bicampeã mundial de maratona aquática Ana Marcela Cunha.



A promessa de medalha brasileira nas águas cariocas, que já estuda há um ano na plataforma online do grupo, a Englishtown, que também é sua patrocinadora, sonha em conquistar uma medalha olímpica e poder dar entrevista em inglês sem necessidade de tradutores. Para não fazer feio, a jovem atleta, de 23 anos, sabe muito bem que o treino é o caminho da perfeição. “Fora do Brasil, as entrevista sempre são em inglês.

Em cada competição em tenho melhorado mais. Às vezes eu falo um pouquinho em inglês, aí peço intérprete, mas minha vontade é de poder dar um coletiva”, disse Ana Marcela, que concedeu entrevista à reportagem do CRAQUE por telefone e falou de sua relação com a língua inglesa.

Para ela, ampliar a rede de contatos, estudar as inovações que vêm de fora, se virar num país estrangeiro são alguns dos desafios de atletas de nível internacional. São benefícios de falar a língua estrangeira, cujo foco e disciplina, essenciais à evolução no aprendizado, em muito se parecem com os caminhos do sucesso no esporte.

Com bom humor, ela conta que o inglês já lhe ajudou até mesmo na hora de ter um maior conforto em uma viagem internacional de avião, já que para ficar nas saídas de emergência (onde os acentos são mais espaçosos), é preciso que o passageiro saiba se comunicar em inglês. “Saída de emergência ajuda (a descansar)”, diz ela, que conta ser testada pelos comissários, mas espera só praticar o inglês nesta hora. “Graças a Deus nunca precisei (auxiliar uma saída emergencial)”, diz.

A Gerente de Assuntos Acadêmicos da EF Englishtown no Brasil, Vanessa Spirandeo, explica que o objetivo do programa de treinamento, que promete ser o maior do mundo, é o legado que deixa para a educação no Brasil. “Não é apenas treinar para as Olimpíadas, é treinar para a vida, para que se possa colocar o inglês em prática no trabalho, na vida social, ajudando o Brasil a sair deste nível baixo de proficiência”, declarou.




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