Terça-feira, 21 de Maio de 2019
'Capita' de fé

Capitão do Fast 'renasce das cinzas' em busca do bicampeonato do Barezão

Roberto Dinamite quase teve que abandonar o futebol, mas se recuperou a tempo de liderar o Rolo Compressor na grande final do Campeonato Amazonense de 2018



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Há exatos 300 dias, o capitão do Fast Clube sofria a pior lesão de sua carreira. (Foto: ACritica.com)
06/04/2018 às 15:48

Quantas vezes já ouvimos o termo “renascer das cinzas”, e a simbologia da Fênix cai muito bem na trajetória de Carlos Roberto Santos da Silva, ou simplesmente Roberto Dinamite.

Há exatos 300 dias, o capitão do Fast Clube sofria a pior lesão de sua carreira. O volante rompeu o tendão de Aquiles quando defendia seu Tricolor de Aço no Brasileirão da Série D de 2017. Foram dias de trevas para o jogador que respira futebol.

“Foram momentos duros. Mas nunca perdi a fé de que ia me recuperar e voltar a jogar futebol”, relembra Dinamite surpreso com a rapidez da volta aos gramados. “Tinha algo na minha cabeça que algo de bom iria acontecer na minha vida, mas não sabia que iria ser tão rápido. Por isso foi uma vitória pessoal”, aponta o volante revelando que seu drama serviu de motivação para os companheiros de time.

“Quando voltei a jogar, acho que fui exemplo pra muitos também dentro do próprio Fast, pra aqueles atletas que chegaram. Dentro de tudo aquilo que passei, eu tentava motivá-los também e, graças a Deus, fui campeão do primeiro turno e hoje estou na decisão do campeonato amazonense em tão pouco tempo”, lembra o camisa 8 do Rolo Compressor.

Capitão é capitão

Responsável em liderar o Fast no título do primeiro turno, Dinamite revela o cotidiano de dificuldades no Tricolor. Mesmo assim, o capitão lidera seu elenco na luta pelo título do Barezão. “Nosso clima no dia a dia é ótimo. Dentro de todas as dificuldades que às vezes encontramos, em nenhum momento a gente procura se irritar, deixar de treinar ou reclamar. Acho que essa é uma virtude muito grande da nossa equipe”, enfatiza o jogador sendo sincero sobre a campanha do Fast no returno.

“No segundo turno ninguém viu o time do Fast, pra falar a verdade. Procuramos trabalhar o dia a dia pra suprir essas derrotas que tivemos pra que no sábado não aconteça, já que é o grande jogo, onde todos queriam estar”, disse o capitão fastiano que nesta temporada tem sido um líder “internacional”.

“Nossa motivação é muito grande pelo fato de já estarmos na final e pelo respeito que nós temos um pelo outro. Pela cultura dos venezuelanos que nos trouxe novos exemplos de vida e tudo isso é um conjunto, uma química que deu certo e esperamos coroar com o título no sábado”, comentou Dinamite lembrando do Fast, campeão do Barezão de 2016, e o da equipe que esta temporada tenta repetir o feito.

“Por incrível que pareça, as características são muito parecidas. Porque em 2016 nós tínhamos as mesmas dificuldades que nós temos hoje. Muita gente desacreditava no nosso time e no decorrer do campeonato o time foi encorpando e foi passando por cima dessas adversidades e conseguimos o título”, relembra o atleta apontando a diferença entre os dois elencos.

“A diferença é que em 2016 era uma equipe mais madura, mais encorpada, e essa de 2018 talvez seja um pouco mais guerreira pelas situações que nós enfrentamos. Mas, no geral, o importante é o resultado final”, conta o jogador revelando o que lhe passou pela cabeça quando levantou a taça do Estadual em 2016.

“O que me passou na cabeça em 2016 foi que talvez eu estivesse resgatando o sentimento de um torcedor que estava adormecido há 45 anos. E que também passou na minha cabeça que tinha me tornado - acho até a palavra um pouco forte - ídolo, mito, inesquecível, imortal... acho essas palavras muito fortes pra um ser humano, de ter de carregar isso com você. Mas, esse é o sentimento do torcedor quando um jogador consegue algo que ele espera tanto”, concluiu o volante “Fênix” do futebol baré.

 


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