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Carlos Raimundo de Jesus Prata, o Senhor peladão!

O Peladão é sem dúvida uma grande vitrine para o currículo de Carlos Prata, que também fez carreira nas categorias de base e no profissional de vários clubes no Campeonato Amazonense 28/02/2013 às 14:59
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Prata e a imagem de São José, um dos seus santos de devoção
Paulo Ricardo Oliveira Manaus (AM)

Pode-se dizer sem medo de errar que Carlos Raimundo de Jesus Prata, 54, é um especialista em Peladão. Pratinha, como é chamado no mundo da bola, acaba de conquistar seu segundo título como técnico no maior campeonato de peladas do planeta na edição histórica de 40 anos. Ele comandou o Martins Vical, campeão de 2012, ao vencer o Arsenal, por 1 a 0, gol de Guigui cobrando penalidade.

O primeiro título na condição de treinador aconteceu em 2006, no comando do Compensão. Prata tem, também, um título como jogador – era goleiro – defendendo o time da Transmiro, em 1981. Deve-se creditar, ainda, na conta de Pratinha um vice-campeonato, em 2005, pelo Compensão, um 3º lugar pela equipe da Martins Vical, em 2008, e uma 4ª colocação um ano antes, mais uma vez como técnico do Martins Vical. São conquistas consideráveis, levando em conta que a média de participação no certame é de 600 times.

O Peladão é sem dúvida uma grande vitrine para o currículo de Carlos Prata, que também fez carreira nas categorias de base e no profissional de vários clubes no Campeonato Amazonense.

“A diferença entre o Peladão e o profissional é o nível de comprometimento dos jogadores, a participação da comunidade, que vai prestigiar em massa o seu time, além da motivação de todos em conquistar um título num campeonato em que há mais de 600 equipes na disputa. É o sonho de qualquer um”.

Carlos Prata é daqueles treinadores que arrumam primeiro a retaguarda do time para depois ousar a ir ao ataque. Adepto do sistema tático 4-4-2, Prata é tachado de “retranqueiro” por alguns, mas a verdade é que seu método de trabalho quase sempre é eficaz dentro de campo. “Meu lema é primeiro marcar o adversário para depois você ataca. Isso se refletiu na conquista deste ano, porque durante toda a competição nós tomamos apenas três gols”.

Dizendo-se católico fervoroso, Pratinha é devoto de São José e de Nossa Senhora Aparecida e tem um ritual que sempre cumpre antes dos jogos. “Seguindo o conselho da minha mãe, eu oro e peço para Nossa Senhora levar para Deus o meu pedido de luz para minha equipe em campo”.

Prata não é formado em educação física, mas tem registro no Conselho Regional de Educação Física (CREF) pelo seu tempo de trabalho com as categorias de base. Em 2010, ele recebeu um grande baque: perdeu a mãe, Francislena Araújo Prata, que não resistiu a um AVC. “Ela foi para o 28 de Agosto (Pronto Socorro) e não mais voltou” .

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