Sexta-feira, 05 de Junho de 2020
Craque

Carlos Tozzi, ex-técnico do Operário, afirma que recebeu cheque sem fundo da diretoria

Após deixar o cargo, Carlos Tozzi disparou contra a diretoria e afirmou que recebeu cheque "sem fundo" do presidente Roberto Ferreira



1.jpg Carlos Tozzi pediu demissão e não poupou críticas a diretoria do Operário.
03/04/2015 às 19:59

Carlos Tozzi não é mais técnico do Operário desde a última quinta-feira (2), mas a novela entre o ex-técnico Carlos Tozzi e o clube de Manacapuru ainda não acabou. Na tarde desta sexta-feira (3), Tozzi afirmou que recebeu um cheque sem fundos do presidente do presidente, Roberto Ferreira.

“Nós estamos três meses sem receber e quando, na quarta-feira, os jogadores me ligaram e estavam sem a janta, eu fui lá e paguei com o meu dinheiro. Na quinta, ele (o presidente do Operário) achou que estava certo, que não foi culpa dele. Nós dissemos que se continuasse assim, não faríamos o jogo de sábado. Aí, no outro dia, ele me deu um cheque de seis mil e quinhentos, mas não depositou nenhum dinheiro. Ele mesmo falou que não tinha fundo, que tinha que esperar o dinheiro ‘cair’ se quiséssemos receber”, declarou.



Tozzi ainda declarou que os outros sete atletas que deixaram o clube junto com ele também não receberam. “Ele (Roberto Ferreria) fez isso para se livrar da gente. O meu cheque, o do treinador de goleiros Marcos Felipe, do Agenor, do Paulinho e do Moisés, não tinha fundo". Além disso, Tozzi afirnou que o clube “não paga INSS, fundo de garantia e não assinou carteira de ninguém”.

A reportagem do CRAQUE procurou o presidente do clube e ele rebateu as acusações feitas por Tozzi. “O cidadão foi demitido. Mas ele recebeu um cheque de comum acordo. Se existe algo para reclamar, ele tem que procurar o Ministério do Trabalho. Agora se ele quer denegrir a imagem do clube... a gente não é bandido. Eu o demiti porque ele não estava dando resultado nenhum e quer justificar a incompetência dele com isso”, disse.

Lanterna do Barezão, o Operário não venceu nenhum jogo e soma um ponto no campeonato. De acordo com o Ferreira, Tozzi agiu de má-fé e ainda gerou uma debandada no clube. “Ele convenceu os jogadores a ir com ele. Até o preparador de goleiros foi porque ele convenceu a ir com ele”, disparou.

Quanto ao episódio do cheque, Roberto Ferreira confirmou que disse que não tinha dinheiro para pagar, mas garante que o clube pagou as passagens de avião para o treinador voltar ao Rio de Janeiro, sua cidade natal. “Quando eu dei o cheque para ele, falei que não tinha dinheiro porque a gente depende do dinheiro do Governo e como o dinheiro não foi repassado, eu não tinha dinheiro para pagar. Mas as passagens de avião eu paguei. Fui lá, tirei as passagens. Tenho todos os recibos”.

Para o lugar de Tozzi, quem assume o clube é o meia Clemilton. O Operário joga neste sábado às 15h30 contra o Manaus, no Valdizão.

Relembre o caso

A notícia da saída do técnico foi confirmada na tarde de quinta-feira (2). Demonstrando indignação, Tozzi afirmou que resolveu pedir demissão do cargo após ter de pagar do próprio bolso pelo jantar dos atletas. 



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