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Casa de torcedora que cometeu racismo contra goleiro do Santos é incendiada, no Rio Grande do sul

O fogo ocorreu durante a madrugada e ninguém saiu ferido. De acordo com advogado da gremista, as chamas começaram depois de alguém ter jogado um coquetel molotov na casa 12/09/2014 às 16:27
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Segundo o advogado da gremista, o incêndio foi causado por um coquetel molotov ateado por algum vândalo.
ACRITICA.COM Manaus (AM)

A vida da torcedora do Grêmio, Patrícia Moreira da Silva, parece mesmo correr perigo depois de ela ter chamado o goleiro Aranha de “macaco”. A casa da gremista sofreu um incêndio no início desta sexta-feira (12), que atingiu parte do imóvel, mas foi contido pelos vizinhos. Segundo os bombeiros, o sinistro foi de pequenas proporções e os brigadistas nem precisaram intervir. O advogado na moça afirma que foi o incêndio foi criminoso.

Após ter a casa apedrejada e sofrer ameaças nas redes sociais e via telefone, mais um triste episódio ocorreu com a torcedora gremista acusada de racismo. A moça, que foi flagrada cometendo atos racistas na Arena do Grêmio durante jogo da Copa do Brasil, teve parte da casa incendiada na madrugada desta sexta-feira.

De acordo com o advogado de Patrícia, Alexandre Rossato, o incêndio foi um ato de vandalismo. “Na verdade não foi incêndio, e sim um ato de vandalismo. Atearam fogo em, provavelmente, um coquetel Molotov, e arremessaram na casa. Não chegou a pegar, mas poderia ter sido bem pior. É uma situação muito complicada", disse o advogado.


Desde a partida contra o Santos, Patrícia não está mais morando na casa dos pais e sim, na residência de parentes. As chamas atingiram apenas um cômodo do local e os estragos foram maiores na parte do piso do imóvel.

Rossato afirmou que um dos irmãos da gremista vai prestar queixa na polícia sobre o ocorrido, e taxou de absurdo a ação. "Não temos ideia dos autores, mas o que está acontecendo é um absurdo. Estão tendo atos muito mais criminosos do que qualquer crime que ela tenha cometido", completou.

O caso de discriminação racial acabou levando o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a excluir o Grêmio da Copa do Brasil. Fato inédito na história do futebol brasileiro.


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