Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
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CBF, AFA, FIFA e até Rogério Caboclo: as declarações após a interrupção de Brasil x Argentina

Partida foi suspensa porque Anvisa queria deportar quatro jogadores argentinos que teriam violado regras sanitárias ao entrar no Brasil



AGF20210905039-960x540_78C228C9-FA7F-40F6-A27A-D1A8E27B4C9E.jpg Foto: Estadão
05/09/2021 às 19:17

A suspensão da partida entre Brasil e Argentina, na Arena Corinthians, na tarde deste domingo (5), pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, repercutiu no mundo todo. Entidades como Confederação Brasileira de Futebol (CBF), AFA (Federação Argentina), Fifa se manifestaram sobre o caso. Até o ex-presidente da CBF, Rogério Caboclo, aproveitou a oportunidade para falar sobre a interrupção do confronto.

A interrupção do confronto, por decisão da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa), se deu porque quatro jogadores argentinos violaram regras sanitárias ao entrar no Brasil sem comunicarem que passaram pela Inglaterra, onde jogam – o que automaticamente os obrigava a fazerem quarentena de maneira preventiva para não disseminação da Covid-19.

CBF

Em nota divulgada após a suspensão oficial do duelo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), afirmou se surpreender com a decisão da Anvisa. A entidade declarou que seguiu todos os protocolos estabelecidos e que o órgão público poderia ter agido antes.

A CBF defende a implementação dos mais rigorosos protocolos sanitários e os cumpre na sua integralidade. Porém ressalta que ficou absolutamente surpresa com o momento em que a ação da Agência Nacional da Vigilância Sanitária ocorreu, com a partida já tendo sido iniciada, visto que a Anvisa poderia ter exercido sua atividade de forma muito mais adequada nos vários momentos e dias anteriores ao jogo”, diz parte da nota da CBF.

“A CBF destaca ainda que em nenhum momento, por meio do Presidente interino, Ednaldo Rodrigues, ou de seus dirigentes, interferiu em qualquer ponto relativo ao protocolo sanitário estabelecido pelas autoridades brasileiras para a entrada de pessoas no país. O papel da CBF foi sempre na tentativa de promover o entendimento entre as entidades envolvidas para que os protocolos sanitários pudessem ser cumpridos a contento e o jogo fosse realizado. A CBF reitera sua decepção com os acontecimentos e aguarda a decisão da CONMEBOL e da FIFA em relação à partida", finaliza a entidade máxima do futebol brasileiro.

AFA e FIFA

O Presidente da Associação Argentina de Futebol (AFA), Claudio Tapia, declarou em sua conta no Twitter, que a Seleção Argentina seguiu os protocolos vigentes da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e que ficará apenas no aguardo de uma decisão da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

“Como presidente da AFA, lamento muito a suspensão do que devia ser uma festa para o futebol sul-americano. Sempre nos guiamos pela legislação sanitária vigente na Conmebol. Estamos à espera da resolução do Tribunal de Disciplina da Fifa”, disse Tapia.

Mais tarde, a Fifa emitiu um comunicando apenas confirmando a suspensão do confronto entre Brasil e Argentina, afirmando também que uma decisão da entidade máxima do futebol mundial sobre o caso será dada no ‘devido tempo’.

"A Fifa confirma que, após decisão do árbitro da partida, o jogo entre Brasil e Argentina, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, foi suspenso. Os próximos detalhes serão apresentados no tempo devido", escreveu.

ROGÉRIO CABOCLO

Até o ex-presidente da CBF, Rogério Caboclo, resolveu falar sobre o caso. Afastado da entidade por conta de uma acusação de assédio contra uma funcionária da entidade, Caboclo afirmou que o ocorrido na Arena Corinthians era uma demonstração do ‘desgoverno’ que a CBF havia se tornado após sua saída.

“O caso de hoje deveria ter sido resolvido pela CBF antes do jogo, evitando envergonhar o país e prejudicar as delegações, os patrocinadores e, sobretudo, o torcedor. A CBF precisa de gestão. O grupo que tomou a entidade de assalto, armando meu afastamento, está interessado apenas em retomar o modelo de corrupção que acabou depois que eu cheguei. O episódio de hoje deixa evidente a necessidade do meu retorno ao comando da CBF para cumprir o mandato para o qual fui eleito com 96% dos votos", disse o ex-presidente da entidade.



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