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BRASIL X COLÔMBIA

CBF pede prazo e audiência é remarcada para a próxima quarta (27)

A decisão se a partida entre Brasil e Colômbia continua em Manaus segue indefinida. Em reunião realizada nesta segunda (25), a Confederação Brasileira de Futebol pediu prazo de 48 horas para uma decisão 25/07/2016 às 13:06 - Atualizado em 25/07/2016 às 16:19
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CBF e Ministério Público do Amazonas (MPA) não chegaram em um acordo (Foto: Thaissa Cordeiro)
Thaissa Cordeiro Manaus (AM)

O imblóglio continua. Após quase duas horas de reunião na audiência de conciliação, realizada na manhã desta segunda-feira (25), no Fórum Henoch Reis, o jogo entre Brasil e Colômbia, marcado para o próximo dia 6 de setembro, em Manaus, segue sem definição. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pediu prazo de 48 horas para dar seu parecer quanto aos valores dos bilhetes para a partida. A audiência de conciliação foi remarcada para quarta-feira (27). Até o momento, as vendas de ingressos estão suspensas.

Na reunião, compareceram o Procurador Geral do Município, Marcus Cavalcante, o presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Dissica Valério Thomaz, a juíza Monica Cristina Raposo da Câmara Chaves, o representante do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), Otávio Gomes, e o advogado da Confederação Brasileira de Futebol, Diego D’Ávila.

De acordo com o promotor do Ministério Público do Amazonas, Otávio Gomes, a Confederação Brasileira de Futebol não apresentou proposta na reunião, e a maior dificuldade está no valor dos ingressos. "Há um encaminhar nisso, a dificuldade é no valor do ingresso. Pediram um prazo, vamos aguardar. A população amazonense não pode ser prejudicada com uma possível transferência do jogo. Pro Ministério Público interessa também essa negociação e uma finalização que venha do encontro do interesse do torcedor/consumidor. Nós também já entendemos que se houver transferência, há um prejuízo social para o consumidor, que tem a expectativa de comprar ingresso e vir pra cá. Espera-se que se encontre uma solução em 48 horas", disse Otávio Gomes.

O advogado da CBF, Roosevelt Jobim Filho. falou que a decisão agora será do presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, e demais diretores. "Pra que chegue em uma conciliação, vamos aguardar o posicionamento do Ministério Público e do presidente da CBF. Vamos levar o que foi colocado na audiência, em 48 horas vamos ver como será resolvido.  Não depende só da CBF, mas em um trabalho em conjunto, o que foi conversado hoje vai ser levado aos diretores e vamos decidir", disse o advogado.

Entenda o caso

O Ministério Público do Amazonas entrou com uma liminar para suspensão da venda de ingressos para a partida entre Brasil e Colômbia. O órgão pede diminuição no valor dos ingressos para a partida assim como numeração nos assentos da Arena da Amazônia.

Várias reclamações foram recebidas pelo MP-AM por conta dos altos valores cobrados pelos ingressos frente aos preços praticados pela CBF em outras capitais para jogos da seleção do Brasil nas eliminatórias da Copa. Em alguns casos, o valor do ingresso cobrado na Arena da Amazônia chega a ser até 261,5% mais caro do quem em outras arenas que sediaram jogos do Brasil na mesma competição, como é o caso do estádio Castelão, em Fortaleza.

Em Manaus, a cadeira superior (inteira) custa R$253,00,  já na Arena Castelão, em Fortaleza, o ingresso na arquibancada superior (inteira) custa R$ 70,00, a diferença chega a 261,5%. Na Arena da Amazônia, a cadeira inferior (inteira) custa R$299,00. No Castelão, o lugar na arquibancada inferior (inteira) sai a R$100,00.   

A CBF respondeu por meio de nota oficial no último domingo (24) que manifesta “grande preocupação” com a falta de condições em atender as exigências apontadas pelo MPA/AM, o que pode fazer com que a entidade tenha que optar por outra praça para sediar o jogo.

“Não obstante, é necessário reiterar que o entendimento da CBF é no sentido de que não cabe ao MP qualquer ação para regulamentar o valor cobrado em um espetáculo de promoção privada. Ao que se verifica, difícil imaginar que não tenha sido cogitada a transferência do jogo para outro Estado, visto que o cumprimento da liminar é praticamente impossível”, diz a nota da CBF.

 

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