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CBF promete estudar liberação de ingressos do amistoso Brasil e Haiti para refugiados haitianos

Em Manaus desde 2010, quando o Haiti foi atingido por um terremoto desvastador, aproximadamente 100 haitianos que são atendidos pela Igreja Católica de São Geraldo, na Zona Centro-Sul de Manaus, esperam por doações de ingressos para assistir a seleção do país caribenho 30/09/2015 às 19:30
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Dirigentes se comprometaram em estudar a possibilidade de ceder ingressos aos hatianos refugiados em Manaus
Anderson Silva Manaus (AM)

Manaus sempre abrigou os refugiados haitianos desde 2010, por conta do terremoto catastrófico que abalou o país caribenho. Atualmente, os poucos que ficaram e não foram para o Sul do País, em busca de melhores condições de vida, residem com inúmeras dificuldades na cidade.

Os refugiados, porém, poderão ter um pouco de alegria quando a Seleção daquele país pisar no gramado da Arena da Amazônia, na segunda-feira (12) de outubro, para um amistoso contra a Seleção Brasileira Olímpica.

De acordo com o padre Valdecir Mayer Molinari, pároco da Igreja de São Geraldo, na Zona Centro-Sul, que acolhe os haitianos em Manaus, assim que foi divulgada a vinda da seleção do Haiti, os refugiados procuraram a paróquia na busca de conseguir ingressos para, ao menos, ficar “mais próximo” e ter um momento de alegria do devastado país que perdeu aproximadamente 250 mil pessoas.

“São muitos os haitianos que estão interessados em assistir a partida. Desde que foi anunciado o jogo eles estão procurando bastante a gente para tentar conseguir um ingresso”, disse o pároco que fez um apelo à reportagem do CRAQUE.

“Hoje temos cerca de 70 a 100 haitianos que a nossa paróquia dá assistência e estão desempregados. Eles não possuem condições de comprar um ingresso. Os que estão trabalhando, boa parte deles, estão dispostos e vão comprar o ingresso. E peço quem puder colaborar para que eles assistam à partida, que possa dar uma cota para eles que nos ajude”, disse o padre agradecendo pelo espaço.

A reportagem do CRAQUE questionou o diretor de competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Manoel Flores, sobre o assunto e prometeu analisar o caso.

“Confesso que não havíamos pensando nisso. É algo a se pensar. Vou tentar conversar com o governo local. É algo a se estudar”, afirmou.


O diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura e Turismo (Manauscult), Bernardo Monteiro de Paula, que esteve representando o prefeito de Manaus, Arthur Neto, se comprometeu em analisar a questão com a CBF.

“Estamos dando apoio logístico. Essa parte é mais com a CBF. Mas vamos tentar conversar. É bem interessante para a nossa cidade e para os haitianos que estão aqui”, pontuou o secretário.

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