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CBF solicitará à Fifa recursos de arbitragem digital para o Brasileirão de 2016

A Confederação enviará o pedido à Fifa para utilizar a tecnologia AV no Campeonato Brasileiro em 2016 11/09/2015 às 14:49
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A tecnologia pretende evitar lances polêmicos nos jogos do Brasileirão
ACRITICA.COM* Manaus (AM)

Como medida para diminuir os erros de arbitragem que vem causando polêmicas no Campeonato Brasileiro de 2015, a Confederação Brasileira de Futebol solicitará à Fifa autorização para utilizar a tecnologia no auxílio aos árbitros a partir do Campeonato Brasileiro da Série A em 2016. O presidente Marco Polo Del Nero atendeu a uma solicitação da Comissão Nacional de Clubes (CNC), que se reuniu na quinta-feira (10) na sede da CBF.

“Sabemos que é impossível a seres humanos atingir o índice de erro zero na arbitragem. Por isso, considerando a solicitação dos clubes, a CBF pleiteará junto à Fifa a aprovação do uso de imagens da TV para auxiliar os árbitros. Queremos que o Brasil tome a liderança no processo de introdução da tecnologia no futebol e que sirva de referência para outros campeonatos no mundo”, afirmou Del Nero.

O secretário-geral Walter Feldman foi o representante da CBF na reunião com a CNC e destacou o caráter revolucionário da medida.

“A CBF e os clubes brasileiros entenderam que chegou o momento de introduzirmos uma medida inovadora para seguir aperfeiçoando o sistema de arbitragem na sua permanente busca pela justiça e pela verdade dos fatos. Estamos presenciando um momento histórico”, declarou Feldman.

Um projeto já desenvolvido pela Comissão Nacional de Arbitragem será entregue à Fifa para avaliação. O responsável pelo programa de implantação da tecnologia será Manoel Serapião Filho, que viajará a Londres no próximo dia 14 de outubro para participar do Painel Técnico Consultivo da IFAB (International Football Association Board), o órgão que regulamenta as regras do futebol.

Serapião Filho explica que haverá a criação do cargo de  Árbitro de Vídeo (AV), que terá a atribuição de corrigir erros técnicos ou disciplinares claros e indiscutíveis que possam alterar diretamente o resultado ou o desenvolvimento das partidas, obedecendo ao princípio de não interrupção do jogo (mínima interferência).

O AV será útil para situações onde há dúvida se a bola entrou ou não no gol; saídas da bola pela linha de meta, quando na mesma jogada ou contexto for marcado gol ou pênalti. A tecnologia também poderá definir o local de tiros livres diretos, ocorridos nos limites da grande área, para definir se houve ou não pênalti;casos de impedimento, jogo brusco grave ou agressão física (conduta violenta) indiscutíveis não vistos ou mal decididos pela arbitragem;

 “É importante dizer que a tecnologia não evitará todos os equívocos de arbitragem, pois a atuação do AV somente se dará para evitar erros claros, indiscutíveis e que tenham influência no resultado da partida. A comissão está muito satisfeita em participar deste processo de evolução da arbitragem”, finalizou Sérgio Corrêa.

A CNC também pediu à CBF para acompanhar os trabalhos da Comissão de Arbitragem. O presidente Marco Polo Del Nero deferiu a solicitação e autorizou a indicação de cinco representantes dos times (um de cada região do país) para entender como funciona o sistema de escala, notas e o sorteio dos juízes dos jogos das Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro.

Além disso, os representantes nomeados pelos clubes poderão visitar a Escola Nacional de Arbitragem para acompanhar os processos de treinamento e reciclagem dos juízes que tenham cometido equívocos nos torneios.

*Com informações do site da Confederação Brasileira de Futebol

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