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Cerimônia

Cerimônia de abertura das Paralimpíadas começou com vaias contra Michel Temer

A competição acontece de 7 a 18 de setembro, com 528 provas masculinas, femininas e mistas. Serão mais de 4,35 mil atletas de 178 países competindo em 22 modalidades 07/09/2016 às 19:35
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Antes do início, parte do público gritou “Fora Temer” e vaiou o presidente (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Vinícius Lisboa (Agência Brasil) Rio de Janeiro (RJ)

Mesmo já antecipado pela imprensa, o início da cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos do Rio eletrizou o público no estádio do Maracanã com a manobra de alta velocidade do cadeirante Aaron Wheelz, que desceu com uma cadeira de rodas em uma megarrampa no meio da arquibancada do estádio e caiu sobre uma superfície inflável durante contagem regressiva.

Antes do início, parte do público gritou “Fora Temer” e vaiou o presidente efetivo Michel Temer, empossado esta semana após impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Depois, houve uma queima de fogos, que foi feito logo depois da chegada do presidente do Comitê Paralímpico Internacional, sir Philip Craven, que surgiu no meio do público e depois foi para a tribuna de autoridades, onde se sentou ao lado do presidente Temer.

Também antes da cerimônia começar, o encontro dos mascotes olímpico e paralímpico, Vinicius e Tom, chamou a atenção do público. Tom dançava vários ritmos com a apresentadora Fernanda Lima e o escritor Marcelo Rubens Paiva. Quando foi a vez da Bossa Nova, tocou Garota de Ipanema, Vinicius entrou desfilando com um vestido brilhante, em uma referência à participação da modelo Gisele Bündchen na abertura da olimpíada. A top model encarnou a icônica homenageada por Tom Jobim e recebeu elogios. 

Samba e praia

Uma roda de samba com os sambistas Monarco, Hamilton de Holanda, Maria Rita, Diogo Nogueira, Xande de Pilares, Pastoras da Portela, Pedrinho e Pretinho da Serrinha embalou o público enquanto projeções abordavam a roda, invenção humana que, além de sua importância como marco científico, se tornou um suporte vital para a acessibilidade.

As projeções no chão transformaram o chão do Maracanã em uma grande piscina atravessada pelo nadador Daniel Dias, também projetado em vídeo. Após cruzar o palco, a piscina se transformou em uma praia, com direito a elementos típicos do Rio de Janeiro, como o aplauso ao pôr do sol, os vendedores de mate e biscoitos de polvilho e uma multidão de bailarinos que interpretaram banhistas e surfistas.

O número foi seguido pela chegada da bandeira do Brasil, que foi hasteada por bombeiros salva-vidas do 3º Grupamento Marítimo. O Hino Nacional foi executado no piano pelo maestro João Carlos Martins, que chegou a abandonar a carreira por problemas físicos que atrofiaram suas mãos, mas retornou aclamado aos palcos. Logo depois, teve início a entrada das delegações, em que uma obra do artista plástico e diretor-criativo da cerimônia, Vik Muniz, montou um quebra-cabeças com peças trazidas pelas delegações.

Paralimpíadas

A competição dos paratletas acontece de 7 a 18 de setembro, com 528 provas que valem 265 medalhas masculinas, 225 femininas e 38 mistas. Serão mais de 4,35 mil atletas de 178 países competindo em 22 modalidades. Com regras e categorias específicas para cada tipo de deficiência, as Paralimpíadas distribuem mais medalhas do que as próprias Olimpíadas.

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