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Esportes
BRASIL RIDE

Ciclistas amazonenses vão participar de maior prova de mountain bike das Américas

Cássio Stremel, Jefferson Pereira e Marlúcia Almeida se prepararam intensamente para a prova, que vai exigir o máximo esforço físico e mental dos atletas. 05/10/2017 às 09:38
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A competição vai acontecer entre os dias 15 a 21 de outubro, com largada no distrito de Arraial d'Ajuda, em Porto Seguro - BA
Jéssica Santos Manaus (AM)

 “Ela é considerada a prova mais difícil das américas, onde campeões mundiais, olímpicos e atletas do mundo inteiro competem ao lado de atletas comuns, que tem a coragem de encarar esse desafio”, disse o ciclista amazonense Cássio Augusto Stremel, sobre a competição impressionante que fará no interior da Bahia: o Brasil Ride. Além de Cássio, Jefferson Pereira e Marlucia Almeida irão completar o time amazonense na competição.

O Brasil Ride vai acontecer entre os dias 15 a 21 de outubro, com percurso total de 558,2 km e elevação acumulada de 11.379 metros. Um desafio de sete dias de adrenalina e superação, que os três amazonenses estão loucos para encarar.

Cássio é acostumado a pedalar grandes distâncias e a participar de provas desafiadoras, então viu no Brasil Ride a competição ideal. “Tem uns três anos que venho planejando participar do Brasil Ride, mas não é qualquer um que aguenta, então tive que vir me preparando física e psicologicamente, correndo provas no mesmo estilo, com vários estágios, para me preparar”, explica ele.

Cássio participou, inclusive, do ‘Warm up Brasil Ride’, prova que acontece em Botucatu. “Participei dela três vezes e, este ano, tive a felicidade de terminar em 13º lugar na categoria elite”, conta Cássio.

Quem também esteve no ‘Warm up’ da prova foi Marlucia Almeida, que é o maior nome feminino de mountain bike do Amazonas. “Eu já fiz duas provas de ‘Warm up’, venci uma na minha categoria, e queria ir além dessa prova de três dias, para tentar o Brasil Ride, testar o meu limite, e meu maior incentivador é meu amigo Cássio. Treinei, estou preparada, mas, é claro, a ansiedade está muito grande, pois a gente nunca sabe o que nos espera, mas quero voltar com minha medalha”, disse Marlucia.

Jefferson lembrou que por ser uma prova muito longa, a preparação dos atletas também é. “Concilio a rotina de trabalho a longos treinos de bike, e ao planejamento para a prova”, disse.

Parcerias

Além da dificuldade de se preparar para o Brasil Ride, Cássio conta que precisou encontrar um parceiro para fazer a prova com ele, e o paraense Tadeu Oliveira, também adaptado às grandes distâncias de mountain bike, topou encarar o desafio. “Por ser uma prova categoria S1 (a mais alta da União Ciclística Internacional - UCI), ela deve ser feita em dupla, para evitar qualquer problema maior, então farei dupla com o Tadeu, mas vamos correr junto com outra dupla amiga, composta pelo Jefferson e pelo Oldair Rodirgues, e será um ajudando o outro, pois temos mais ou menos o mesmo nível, somos amigos, e o apoio será de extrema importância para uma missão deste calibre”, explica Cássio. Já Marlucia Almeida fará dupla com o ultramaratonista venezuelano Deiby Patiño.

“Uma das dificuldades que vamos ter, além dos longos períodos sobre a bike e a altimetria, é o fato de não termos treinado juntos pela distância”, afirma Jefferson.

Em busca da linha de chegada

A tarefa dos amazonenses não será nada fácil, mas Cássio disse que vai buscar o melhor resultado possível na competição. “Sempre espero pelo pódio, mas sabendo que é uma prova internacional de nível extremamente alto, meu objetivo real é completar a prova, chegar inteiro, e não ser cortado da prova até o último dia, pois existem tempos a serem cumpridos todos os dias, para a segurança dos atletas”, disse Cássio que afirmou que vai ficar muito feliz se ficar entre os 10 primeiros da sua categoria.

“Meu parceiro é forte, campeão do último desafio do Marajó, e eu também estou muitíssimo preparado, acabei de vir de uma vitória no Desafio das duplas, em Boa Vista, desbancando atletas fortes, então é possível sonhar”, completa.

Jefferson Pereira também observa a dificuldade da sua rotina e, também, a dificuldade da competição. “Com a minha rotina de trabalho, não sou um atleta-profissional, mas um profissional-atleta, então, esse é um desafio pessoal, e vamos lá no intuito de terminar a prova”, afirma ele.

De um desafio pra outro

A corrida de mountain bike Brasil Ride chega a ser considerada a segunda prova mais difícil do mundo, perdendo apenas para a Cape Epic, que acontece anualmente na África do Sul, e que é um grande sonho para todo mountain biker. “Coloquei na minha cabeça que esse é o meu sonho, então, para mim, que tenho planos para participar do Cape Epic, em 2020, concluir o Brasil Ride vale como uma pontuação extra oficial para que eu consiga me candidatar, já que só participa dela quem é convidado”, afirma Cássio. Marlucia Almeida também só pensa na linha de chegada. “Quero representar bem meu Estado”, disse.

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