Domingo, 19 de Maio de 2019
Sem idade

Cinquentões encontram melhor qualidade de vida de diversão no Kung Fu

Arte marcial ganha espaço entre público acima dos 50 anos fazendo bem para a cabeça e para o corpo unindo equilíbrio e força



01/01/2017 às 05:00

Arte marcial milenar, o Kung Fu tem seus primeiros registros históricos datados de  2674 a. C. Tantos anos depois, uma coisa que a arte já deixou clara é que o tempo não a afeta, pelo contrário, aperfeiçoa.

Em Manaus, são vários os exemplos de quem procurou as técnicas chinesas para buscar uma melhor qualidade de vida. Uma das histórias mais impressionantes é a de Sérgio Salazar. Com 45 ele teve um AVC, hoje com 53 anos, vê no Kung Fu um dos  tratamentos no processo de recuperação.

“Foi um processo a médio prazo, com acompanhamento médico eu procurei a academia de luta marcial, escolhi o kung fu por achar que era uma coisa muito mais detalhada para o meu benefício, para a minha recuperação no sentido mecânico, dos membros”, explicou Sérgio. 

Os resultados logo vieram e surpreenderam. “A primeira coisa que eu senti foi a disposição, o sono bem leve, sem ser um sono pesado, com acompanhamento médico também eu deixei de tomar remédio de pressão, a minha pressão está agora estável”, finalizou ele.


Se muita gente vê a arte marcial como apenas uma luta não estão completamente errados, a batalha aqui é por uma qualidade de vida maior. Nesse caminho, a idade passa a ser apenas um detalhe.

 “Desde a infância e a adolescência, eu assistia muito filme de kung fu eu realmente sempre admirei, sempre achei uma arte muito bela, muito interessante, mas eu não tive a oportunidade de encontrar uma academia até os 49 anos de idade. Então, por indicação de um amigo, eu encontrei esta academia e comecei a praticar. Hoje estou fazendo 55 anos e só me trouxe benefício”, explicou Mário Diogo Júnior. Com 5 anos de prática, Diogo também não tem dificuldade nenhuma em listar os benefícios que a prática trouxe para a sua vida. “Quando eu iniciei a prática, eu tinha alguns problemas  de joelho, menisco rompido nos dois joelhos, em um deles eu tive que operar por conta da ruptura de ligamento, tinha dores na coluna. A prática do kung fu praticamente sanou esses problemas, essas dores que eu sentia. Os alongamentos acabaram me beneficiando em relação a coluna e o fortalecimento da musculatura das pernas  me levaram, hoje em dia, não sentir mais nenhum problema com os joelhos nem dores nem nada. Gostei muito, pratico e não pretendo parar tão cedo”, explicou ele enquanto se preparava para mais uma aula.

 O responsável por ensinar e coordenar os praticantes da modalidade é o Sifu Antônio Rubens, que destacou o alcance da arte marcial mesmo para quem já passou dos 50 anos.

“Qualquer pessoa pode, mesmo acima dos 50 anos desde que procure um médico antes, é importante procurar um médico para ver se tá tudo ok. As pessoas de mais idade procuram para melhorar a saúde, geralmente vem com problemas de dores na coluna, dores no joelho, dores articulares. As vezes vem com problemas de natureza emocional, socializar com as pessoas, engloba todos esses benefícios”, resumiu o mestre.
Aliando também a demanda de quem procura conhecimentos em defesa pessoal, a procura pelo kung fu também motivou o mestre a programar aulões abertos, para todas as idades. A primeiro de 2017 já está programado: No dia 14 de janeiro, no Parque Jefferson Peres a partir de 18h, de graça para quem quiser conhecer de perto a arte marcial de Bruce Lee, e porque não dizer de   Diogo,  Sérgio e vários outros cinquestões.     


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