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Esportes
CICLISMO

Circuito de BMX passa por Manaus e apresenta os pilotos barés ao Brasil

Manaus recebe pela segunda vez etapa do Circuito Brasileiro Overground BMX Flatland Series 2018 e movimenta pilotos locais 06/08/2018 às 16:33
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Foto: Márcio Silva
Camila Leonel Manaus (AM)

O Parque do Bilhares recebeu a 2° Etapa do Circuito Brasileiro Overground BMX Flatland Series 2018 e além de reunir pilotos do Brasil inteiro, mostrou quem são as novas caras do BMX Baré. Esta é a segunda vez que Manaus entra no Circuito que possui três etapas e um dos motivos para a inclusão do Norte do País é o bom desempenho do amazonense Márcio Pontes.

“É bom para o Amazonas principalmente porque o atleta vê o circuito e abre a mente dele. Foi assim que começou comigo e vi que indo para o sudeste a gente tem condições de competir de igual para igual, basta treinar”, disse Pontes. Pensamento endossado por André Ramon, organizador do evento. “É muito bom conhecer Norte do País porque tem muita gente que tem muita dificuldade de ir na nossa principal etapa que é em São Paulo e acaba que a gente conhece todos eles”.

Para os que nasceram aqui, o Circuito serve como estímulo para manter os pilotos na ativa. Foi o caso de Manoel Rodrigues, que em setembro assistiu o Circuito e ontem estava competindo. “Eu vim assistir o campeonato em outubro e isso me incentivou e os meninos me incentivaram e me ensinaram”, disse. Um dos professores foi o piloto Jorginho, que também estava parado e retornou há quatro meses. “Chegava tarde do trabalho e não tinha tempo. Agora chegando mais cedo eu consigo treinar sequências novas e voltei a competir, graças a Deus”.

 Os competidores explicam que os grupos de pilotos em Manaus se reúnem para treinar pelo menos duas vezes por semana. Aos domingos, os treinos são na quadra de basquete localizada sob o viaduto Miguel Arraes, na Avenida Mário Ypiranga, Às quintas-feiras, a partir das 20h, o ponto de encontro é o estacionamento da Arena Amadeu Teixeira.

"Esse é um esporte muito bem praticado. A gente faz o máximo pra incentivar o pessoal a andar mais e tentando expandir o esporte para um dia competir pra fora", explica Dalton Gaia, que faz parte do grupo de pilotos da Zona Leste.

O campeão da categoria profissional foi Sérgio Balu, de São Paulo. “Eu participo de competições há 20 anos no Brasil e fora e vejo o quanto está crescendo. Esta é a minha primeira vez em Manaus e é legal ver que tem muitos atletas aqui porque são poucos os que conseguem representar o seu estado lá”, disse.A terceira e última etapa do Circuito acontece em São Paulo.

O evento contou com a presença do atual campeão brasileiro, Francisco Lima, que nasceu no Ceará, mas que atualmente mora em São Paulo. Piloto há 21 anos, ele conta que tem que lidar com um sentimento novo: a pressão de ser o atual campeão.

"Aumenta a pressão, sim. Estava até refletindo aqui que ano passado estava nessa mesma arena sem nenhuma preocupação. Eu não gosto muito de pensar em resultado ou superar os outros, até porque o nível de Brasil está alto e todos são bons. Eu penso mesmo em superar a mim mesmo. O meu maior adversário sou eu mesmo. É  mim, os meus medos que eu preciso derrotar. Por isso entro focado e treino para tirar um pouco da pressão", contou.

Nas próximas Olimpíadas, o BMX fará parte do programa. Nos Jogos de Tóquio se competirá a modalidade Park que utilzia elementos verticais, street e dirt jump. A modalidade Flatland, que foi disputada no Brasileiro de BMX, realizada em piso plano, deve fazer parte do programa das Olimpíadas de 2024, em Paris.

"Eu vejo que pelo andar da carruagem, o Japão sai na frente. Eles vêm abrindo escolas com criança de 5 anos de idade em diante e o nível do BMX praticado lá é absurdo. Na Europa, em países como a França, também já tem isso. O Brasil ainda não acordou, mas espero que daqui para o futuro muita coisa possa mudar", disse Sérgio Balu, que compete internacionalmente.

 

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