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Esportes
MÁSTER DE NATAÇÃO

Circuito Máster de natação garante homenagem e disputas animadas

A competição foi realizada no sábado, 27, na Aquática Amazonas, e contou com a presença de várias gerações da natação amazonense 29/05/2017 às 08:59
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A homenageada, Cláudia Nobre, ficou muito animada com o evento, e já planeja competir provas de máster em outras cidades do país (Foto: Winnetou Almeida)
Jéssica Santos Manaus (AM)

Foi uma manhã de natação, alegria e reencontros no Circuito Máster de natação Paulo Caju – etapa Cláudia Nobre, que aconteceu no sábado, 27, na Aquática Amazonas, zona centro-sul. 
Os principais atletas máster do Estado se reuniram para nadar as seis provas do tradicional circuito, incluindo 200m livre, 50m costas, 50m peito, 50m borboleta, 50m livre e 100m medley, mas foram também prestigiar a homenageada do dia, Cláudia Nobre, que faz parte da história da natação amazonense, com diversos títulos conquistados.

Após a competição, Cláudia Nobre falou sobre a homenagem. “Estou muito feliz por essa homenagem da Aquática Amazonas ao Paulo Caju, que nadou comigo e foi um grande amigo, e por essa etapa com o meu nome. Foi bom rever os amigos, que vieram prestigiar, ter minha família nadando junto comigo, meus filhos, nora, marido, todos nadadores ou ex-nadadores, então, é gratificante ter esse carinho, e ver que as pessoas lembram-se da minha história”. 

Se Cláudia foi uma vencedora, seus filhos Isabelle e Igor Nobre não fazem diferente. Isabelle se destaca na natação, e Igor migrou para o pólo aquático. Os dois fizeram questão de nadar no Circuito Máster, e a homenagem não poderia ter sido melhor, pois Isabelle e Cláudia nadaram juntas a prova de 50m costas.

“Nunca passou pela minha cabeça que pudéssemos nadar juntas, fiquei muito feliz por ver minha mãe nadando de novo. Foi inacreditável”, disse Isabelle. “Foi emocionante ver minha filha, a quem ensinei a nadar, nadando junto comigo”, disse sua mãe, Cláudia, que se animou com a volta às piscinas.


“Tinha parado de nadar fazia bastante tempo, mas voltei há um mês, e estou adorando. Achei linda essa competição, com amigos da minha idade, sentindo as mesmas dificuldades que eu, e agora eu decidi voltar, pela minha saúde e para seguir com essa energia”, ressalta Cláudia.

Hoje personal trainer e também jogador de pólo aquático, Ítalo Figueiredo, que foi destaque da natação por vários anos, também foi prestigiar o evento. “Essa é a segunda vez que participo, hoje vim para prestigiar a tia Cláudia, que é uma mãe para a gente há muito tempo, e compartilha da nossa vida no pólo aquático. Não tenho treinado natação, mas foram muitos anos nadando, e digamos que ‘lembro um pouco’ (risos)”, destaca Ítalo, que venceu os 100m medley e 50m borboleta no Circuito, e disse estar animado para competir mais vezes.

Pierre Gadelha afirma que é uma satisfação para ele realizar o evento. “Aqui unimos nadadores de várias gerações. Esperamos realizar mais etapas para trazer mais participantes”, afirma ele.

Antônio Carlos, aos 58 anos, foi o atleta mais velho a participar da prova. “Essas competições são muito positivas, pois servem de incentivo tanto aos mais antigos, quanto aos mais jovens, estimulando qualidade de vida e auto-estima”, disse ele.

A próxima etapa do Circuito amazonense de Máster vai acontecer em setembro, e o homenageado será Alfredo Jacaúna.

Desafio entre amigos

Nadadores travaram disputas acirradas na piscina da Aquática Amazonas. (Foto: Winnetou Almeida)

Desafiado através da internet, o ex-nadador Eduardo Couto veio diretamente de Atlanta, nos EUA, para buscar a vitória nos 50m peito. “O Pierre sempre promove campeonatos máster, e houve uma competição em que um amigo meu de longa data fez um bom tempo para a nossa idade. E aí, todos ficaram brincando comigo, dizendo que eu ia perder do Jucimar, e acabou que eu resolvi fazer uma dieta, treinar um pouco, e vim competir”, disse Eduardo, que já foi campeão brasileiro e sul-americano. 

Eduardo fez uma excelente prova e venceu Jucimar por um segundo de diferença.  Agora, o nadador quer voltar de vez aos treinos e competições. “Só três semanas de treinos já me deram outra condição de vida, e agora estou até buscando competições de máster nos Estados Unidos para participar, pois não existe idade para isso”, destaca.

“Competíamos juntos uns 35 anos atrás, e hoje pudemos relembrar os velhos tempos. Esse ‘desafio’ foi uma forma de nos incentivar”, destacou Jucimar.

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