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Horizonte democrático

Clima pacífico e plural em manifestações realizadas em Belo Horizonte

Dia seguinte ao vandalismo na capital mineira teve clima pacífico entre manifestantes que novamente foram às ruas 20/06/2013 às 10:31
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Manifestantes tiraram fotos com policiais
Leanderson Lima ---

A capital mineira viveu na quarta-feira(19) um dia de contrastes. As manifestações continuaram pelo quarto dia consecutivo. Mais de dez mil pessoas voltaram às ruas para fazer reivindicações cada vez mais plurais como a ampliação do metrô, contra a PEC 37, o sucateamento do SUS e até contra o projeto da “cura gay”, aprovado na Comissão de Direito Humanos, presidida pelo deputado federal Marcos Feliciano. Diferente da noite anterior, quando vândalos depredaram a sede da Prefeitura de Belo Horizonte, lojas e uma agência bancária, o movimento de ontem foi mais pacífico e aconteceu inclusive com ajuda da própria Polícia Militar. Até o fechamento desta edição, nenhum incidente mais grave havia sido registrado.


Como nos dias anteriores, o manifesto saiu da Praça Sete de Setembro, passando pela Prefeitura de Belo Horizonte, Assembleia Legislativa e Praça da Estação. Várias avenidas da cidade foram fechadas pelos manifestantes e o trânsito ficou complicado.

O manifesto foi acompanhado de perto pela comandante do policiamento da capital, Cláudia Romualdo. “É uma manifestação pacífica e estamos tomando cuidado para que os vândalos não se metam no meio dos jovens. Por isso, a PM está acompanhando todo o deslocamento para que seja tudo tranquilo até o fim”, disse a policial militar.


No início da noite, um grupo de aproximadamente 5mil pessoas voltou a Praça Sete de Setembro, base de todo o movimento. 

 E na Fun Park...


É, mas nem só de manifestações vive o mineiro. Apesar de todos os distúrbios dos últimos dias, um bom número de torcedores resolveu simplesmente torcer pela Seleção Brasileira, que venceu nessa quarta-feira(19) o México por 2 x 0, em Fortaleza, pela primeira fase da Copa das Confederações.

A maioria dos presentes no local sequer sabia da movimentação que estava acontecendo no resto da cidade. “Não sei como está a manifestação. Eu quero é ver o jogo. Tô feliz de ter a Copa das Confederações aqui na minha cidade. Tô torcendo para que a Seleção passe de fase em primeiro lugar para que eles venham fazer a semifinal aqui em Belo Horizonte”, disse Sueli Maridia, 25, que é cruzeirense de carteirinha.

“Cada um tem sua opinião. Eu não gosto de quebradeira, baderna, essas coisas. Prefiro ficar aqui, torcendo pela Seleção, uai”, opina o também cruzeirense e operador de telemarketing, Bernardo Gonçalves, 23. E não demorou muito para o fun park quase vir abaixo quando o atleticano Jô recebeu um belo passe de Neymar para fechar o placar do jogo. Nesta hora, até os cruzeirenses fizeram a festa.

Inúmeras causas do protesto


Várias causas, muitas reivindicações. Manifestantes pacifistas, outros nem tanto. Em Belo Horizonte, muitos jovens vão às ruas para protestar e as causas são as mais distintas possíveis.

Marcos de Paula, 25, manifesta contra o deputado federal e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Marcos Feliciano.

“Ele é uma bicha má. É ele quem precisa de cura. É por isso que estou aqui protestando”, disse. A estudante Juliana da Costa, 23, reclama da falta de opções de lazer. “A gente não quer ser só comida, a gente quer diversão também”, cantou, lembrando música do poeta Arnaldo Antunes.

E teve gente também que nem sabia direito porque estava protestando. “Ah, cara. Tô aqui porque gostei da galera protestando e vim também”, revelou a estudante Amanda Korn, 18.

“Quando o Governo investiu no Estado para acelerar as obras da Copa, o posto de saúde do meu bairro entrou em greve por falta de condições de trabalho”, disse o estudante Emanuel Magno.



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