Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019
Horizonte democrático

Clima pacífico e plural em manifestações realizadas em Belo Horizonte

Dia seguinte ao vandalismo na capital mineira teve clima pacífico entre manifestantes que novamente foram às ruas



1.png Manifestantes tiraram fotos com policiais
20/06/2013 às 10:31

A capital mineira viveu na quarta-feira(19) um dia de contrastes. As manifestações continuaram pelo quarto dia consecutivo. Mais de dez mil pessoas voltaram às ruas para fazer reivindicações cada vez mais plurais como a ampliação do metrô, contra a PEC 37, o sucateamento do SUS e até contra o projeto da “cura gay”, aprovado na Comissão de Direito Humanos, presidida pelo deputado federal Marcos Feliciano. Diferente da noite anterior, quando vândalos depredaram a sede da Prefeitura de Belo Horizonte, lojas e uma agência bancária, o movimento de ontem foi mais pacífico e aconteceu inclusive com ajuda da própria Polícia Militar. Até o fechamento desta edição, nenhum incidente mais grave havia sido registrado.




Como nos dias anteriores, o manifesto saiu da Praça Sete de Setembro, passando pela Prefeitura de Belo Horizonte, Assembleia Legislativa e Praça da Estação. Várias avenidas da cidade foram fechadas pelos manifestantes e o trânsito ficou complicado.

O manifesto foi acompanhado de perto pela comandante do policiamento da capital, Cláudia Romualdo. “É uma manifestação pacífica e estamos tomando cuidado para que os vândalos não se metam no meio dos jovens. Por isso, a PM está acompanhando todo o deslocamento para que seja tudo tranquilo até o fim”, disse a policial militar.


No início da noite, um grupo de aproximadamente 5mil pessoas voltou a Praça Sete de Setembro, base de todo o movimento. 

 E na Fun Park...


É, mas nem só de manifestações vive o mineiro. Apesar de todos os distúrbios dos últimos dias, um bom número de torcedores resolveu simplesmente torcer pela Seleção Brasileira, que venceu nessa quarta-feira(19) o México por 2 x 0, em Fortaleza, pela primeira fase da Copa das Confederações.

A maioria dos presentes no local sequer sabia da movimentação que estava acontecendo no resto da cidade. “Não sei como está a manifestação. Eu quero é ver o jogo. Tô feliz de ter a Copa das Confederações aqui na minha cidade. Tô torcendo para que a Seleção passe de fase em primeiro lugar para que eles venham fazer a semifinal aqui em Belo Horizonte”, disse Sueli Maridia, 25, que é cruzeirense de carteirinha.

“Cada um tem sua opinião. Eu não gosto de quebradeira, baderna, essas coisas. Prefiro ficar aqui, torcendo pela Seleção, uai”, opina o também cruzeirense e operador de telemarketing, Bernardo Gonçalves, 23. E não demorou muito para o fun park quase vir abaixo quando o atleticano Jô recebeu um belo passe de Neymar para fechar o placar do jogo. Nesta hora, até os cruzeirenses fizeram a festa.

Inúmeras causas do protesto


Várias causas, muitas reivindicações. Manifestantes pacifistas, outros nem tanto. Em Belo Horizonte, muitos jovens vão às ruas para protestar e as causas são as mais distintas possíveis.

Marcos de Paula, 25, manifesta contra o deputado federal e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Marcos Feliciano.

“Ele é uma bicha má. É ele quem precisa de cura. É por isso que estou aqui protestando”, disse. A estudante Juliana da Costa, 23, reclama da falta de opções de lazer. “A gente não quer ser só comida, a gente quer diversão também”, cantou, lembrando música do poeta Arnaldo Antunes.

E teve gente também que nem sabia direito porque estava protestando. “Ah, cara. Tô aqui porque gostei da galera protestando e vim também”, revelou a estudante Amanda Korn, 18.

“Quando o Governo investiu no Estado para acelerar as obras da Copa, o posto de saúde do meu bairro entrou em greve por falta de condições de trabalho”, disse o estudante Emanuel Magno.




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