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Esportes
SEM TAPETÃO

Clubes acusados de escalação irregular de jogadores são absolvidos no Barezão

Decisão do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol do Amazonas poderia alterar toda a tabela de classificação do Barezão. 03/05/2017 às 22:55
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Sessão aconteceu nesta quarta-feira (03) com presença de representantes de todos os clubes da primeira divisão. (Foto: Evandro Seixas)
Valter Cardoso Manaus-AM

Por unanimidade, o Tribunal de Justiça Desportiva absolveu Penarol, Nacional e Rio Negro, da acusação de escalar jogadores irregulares no Campeonato Amazonense nesta quarta-feira (03).  

A denúncia se baseava no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) que trata de irregularidades como “incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente”. Caso os clubes fossem condenados poderiam perder pontos, alterando toda a configuração atual do Barezão. A promotoria argumentava que atletas dos três clubes haviam sido inscritos após o prazo especificado no regulamento do Campeonato Amazonense. 


 A diferença entre o registro e a publicação dos atletas no Boletim Informativo Diário foi o que pautou as discussões durante a sessão. “De fato, há uma dúvida, no  regulamento específico da competição acerca da publicação no BID e registro dos atletas na CBF. Nas análises, nós fizemos a interpretação, eu como relator iniciei observando que as equipes cumpriram o regulamento. O dispositivo do regulamento prevê até um dia um dia antes a publicação no BID e o registro precisaria ser feito antes do returno. A comissão entendeu por unanimidade que as equipes cumpriram o regulamento e acabamos por absolvê-las da denuncia que foi feita”, explicou ele.

Ainda assim o Fast, um dos clubes que notificaram a procuradoria sobre as eventuais irregularidades que deram início a denúncia, promete recorrer da decisão. “Continuamos discordando da decisão. Reiteramos que registro é diferente de estar registrado. O registrado tem que passar por toda uma autenticidade, uma confirmação e a publicação no BID. Respeitamos o entendimento do Tribunal, respeitamos os demais amigos, mas continuamos com a nossa posição, continuamos discordando e vamos atrás  dos nossos direitos recorrendo ao pleno deste tribunal e até o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) se for necessário”, garantiu Rodrigo Novaes, diretor de futebol do Fast Clube.
 

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