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Cobrança de taxa faz o Campeonato Amazonense de Juniores ser paralisado

Taxa de "quadro móvel" dos estádios da Colina e Carlos Zamith também poderá fazer com que clubes abandonem as novas praças esportivas e joguem em vários campinhos de Manaus 03/06/2015 às 12:11
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Partida entre Rio Negro e Sul América não aconteceu por falta de pagamento
Anderson Silva Manaus (AM)

O valor da taxa cobrada dos clubes pela Fundação Vila Olímpica (FVO) para o uso dos estádios da Colina e Carlos Zamith motivou a Associação dos Clubes Profissionais do Amazonas (Acpea) a paralisar as duas próximas rodadas do Campeonato Amazonense Juniores. Para utilizar as praças esportivas, os clubes mandantes terão que desembolsar a taxa do quadro móvel. R$ 350 pelo uso do Zamith e R$ 490 por um jogo no estádio da Colina.

Na primeira rodada da competição, iniciada no último final de semana, o Rio Negro não pagou a taxa do estádio Carlos Zamith para o jogo contra o Sul América e o time Barriga-Preta acabou perdendo por W.O. Ainda com os jogadores e o trio de arbitragem em campo, os seguranças que cuidam do estádio não permitiram a realização da partida, ficando parados no círculo central impedindo o início do jogo.

Com recursos escassos, o presidente da (Acpea), Claudio Nobre, reuniu com os diretores dos clubes, na manhã de ontem, e protocolaram na Federação Amazonense de Futebol (FAF) a paralisação da 2ª e 3ª rodada.

“Os clubes não possuem verba para pagar essa quantia. O presidente da FVO (Aly Almeida) está irredutível. Haverá uma reunião amanhã (hoje) e vamos definir o uso de campos alternativos. Essa deverá ser a direção que iremos tomar”, afirmou Nobre.

Campeão de 2014 da categoria Junior e vice-campeão da Copa Norte Sub-20 com o Tarumã, o técnico que agora comanda o Fast, Darlan Barroso, concordou com a nova alternativa.

“Nós temos a Ulbra, mas já consegui o campo da Petrobras. Faremos alguns jogos lá e alguns clubes estão procurando campo. Por mim o Fast vai a campo”, declarou o treinador.

A Fundação Vila Olímpica (FVO) se pronunciou por nota, afirmando que o valor cobrado é destinado ao pagamento dos funcionários.

“Na situação ocorrida no estádio Carlos Zamith, o valor de R$ 350 corresponde ao mínimo cobrado naquela praça esportiva e foi destinado ao pagamento de prestadores de serviço que atuam no quadro móvel, como segue: três auxiliares de serviços gerais e um coordenador de equipe, que abre e fecha o estádio, orienta os serviços gerais, providencia a demarcação de campo, acompanha e fiscaliza todas as atividades, do início e final do jogo”, dizia a nota.

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