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GARRA AFIADA

Com a força da torcida, Penarol marca o retorno ao Amazonense

Apesar de estar jogando desde o fim de janeiro, a equipe de Itacoatiara ainda é um time em construção e vem diferente para a Série A 13/03/2017 às 05:00
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Penarol é campeão de público. Foto: Arquivo/ AC
Camila Leonel Manaus

Após ficar de fora do Barezão de 2016, o Penarol Atlético Clube está de volta à edição de 2017 após conseguir o acesso via Série B. O Leão da Velha Serpa foi vice-campeão após ceder o título para o Holanda em homenagem ao presidente do Laranja, Leão Braúna. Apesar de estar jogando desde o fim de janeiro, a equipe de Itacoatiara ainda é um time em construção e vem diferente para a Série A.

As mudanças começam com o técnico Humberto Santos, que assumiu o clube no fim de fevereiro e fará sua estreia na primeira rodada da competição. Junto com o treinador paraibano, o Penarol anunciou um pacote de cinco reforços: Ronni, artilheiro da Série B do Barezão pelo Holanda, os meias Cleiton,  do Serra Talhada-PE, e Edicleber, que chega por empréstimo junto ao Remo-PA, o lateral esquerdo Rafael Vieira, que já defendeu o Diriangén Fútbol Club-NIC, e o lateral direito Jamesson, ex-Afogados-PE. Todos jogadores com rodagem nesta temporada e que serão a “espinha dorsal” do time, segundo Santos. Com o time que tinha à disposição formado por: Paulo, Alison, Preto, Samir, Rafael, Alex Piauí, Marlon, Cleiton, Léo, Marajó e Kitó, o Leão da Velha Serpa venceu os dois jogos-treinos que fez contra times de Itacoatiara.

Além da força dentro de campo, o Penarol conta com o fator casa. O Floro de Mendonça é um estádio complicado para os adversários jogarem, principalmente por causa da torcida, que comparece em peso no estádio.

Em 2015, os maiores públicos do Barezão - excluindo a final - foram do Penarol, que conseguia levar mais de mil pessoas aos jogos na primeira fase da competição. Jogar na casa do Leão da Velha Serpa e vencer não é tarefa fácil. Prova disso é que na última edição que disputou, o Penarol chegou à semifinal com a quarta melhor campanha, mas foi eliminado pelo Nacional, que viria sagrar-se campeão daquele ano. Brigando com o São Raimundo, a vaga foi decidida no confronto direto no Floro de Mendonça. O resultado? Vitória do Penarol por 2 a 0.

Leanderson Lima - Editor do CRAQUE
Com todo respeito a todos os clubes do Barezão, mas nenhum tem uma torcida como a do Penarol. Não estou falando de paixão, estou falando de números. O Leão da Velha Serpa sempre lidera as estatísticas de público do Barezão. A última vez que disputou o torneio, em 2015, não foi diferente.

Não faz muito, o Penarol estava fora do cenário do futebolístico local. Lembro quando o Fast Clube fechou uma parceria com a prefeitura de Itacoatira e se mudou de mala e cuia pra lá. Em várias ocasiões cobri os jogos do Rolo Compressor na cidade, e o estádio Floro de Mendonça, ainda em sua antiga versão,  vivia cheio. Coisas de um povo apaixonado por futebol. Agora sempre foi curioso entrevistar os torcedores de lá. Todos eram unânimes em dizer que apoiavam o Fast, mas que sonhavam mesmo com o retorno do seu querido Leão da Velha Serpa. E eu ouvia isso antes do time voltar ao futebol profissional, e antes da conquista do bicampeonato de 2010/11. Ou seja, para quem torce pelo Penarol, o  Leão não é “modinha”, é quase uma religião. 

 Por tanto, não é exagero dizer: o Barezão precisa do Penarol. Seja bem vindo de volta, Rei Leão do Interior!

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