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Com apenas 18 anos, técnico mostra comando firme no Peladinho

Treinador do Leão do Norte, Marcelo Albuquerque dá show de maturidade comandando seu próprio projeto de futebol na Zona Norte de Manaus 28/10/2017 às 13:13
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Marcelo dá as instruções e molecada obedece o "professor" (Foto: Jair Araújo)
Denir Simplício Manaus (AM)

“Cada um tem a idade do seu coração, da sua experiência, da sua fé”. A frase da escritora francesa, George Sand, retrata com exatidão o sonho de Marcelo Albuquerque da Silva, que do alto dos seus  18 anos já carrega a responsabilidade de dirigir um time de futebol no Peladinho 2017.

O “professor” Marcelo é o comandante da equipe de garotos do Atlético Clube  Leão do Norte, do bairro Nova Cidade, na Zona Norte. Apesar de muito jovem, o técnico já está no cargo há um bom tempo. “Com 14 anos comecei a treinar um time, mas assumi o Leão do Norte com 15 anos, quando resolvi fazer o meu próprio projeto de futebol”, revela Marcelo, que intercala os sonhos de ser tanto treinador como jogador de futebol um dia.

“Tenho sonho de ser jogador de futebol. Sou cabeça de área e apesar de novo acho que faço bem essa função. Mas também tenho sonho em ser treinador de um time profissional um dia”, disse o técnico analisando o atual momento do futebol baré.

“Minha meta é tentar voltar com o espírito de confiança do esporte pro Amazonas. Tenho esperança que o esporte mude aqui pelo fato de estar sendo caluniado, criticado, e tentar mudar essas coisas que estão acontecendo com nossos clubes e os treinadores. Tenho a expectativa de que isso possa mudar e espero fazer a diferença”, profetizou o jovem professor, revelando seus ídolos tanto dentro como fora das quatro linhas.

“Gosto muito do Tite. No dia que ele esteve aqui em Manaus com a Seleção, pro treino na Arena, não pude comparecer porque minha equipe estava jogando as quartas de finais de um torneio. Outro cara que me inspiro muito é o Iniesta, do Barcelona, é um cara bacana, cabeça de área, assim como o Sérgio Buskets, que também gosto muito”, comentou.

À beira do campo, Marcelo Albuquerque cobra seus jogadores com pulso firme, mas é tranquilo e não fala palavrões para seus atletas. O respeito de seus comandados é mútuo. O que o professor Marcelo mais pede de seu elenco é a preocupação com as notas no colégio,  como ele mesmo afirma. 

O professor Marcelo segue na luta pelo Leão do Norte (Foto: Jair Araújo)

“Todos eles me respeitam. O que mais cobro deles é a parte dos estudos, que é  mais importante do que o projeto ou o time. Qualquer escolinha, pode ser federada ou não,  tem de cobrar isso. Incentivá-los a estudar porque uns chegam a conquistar o sonho de ser jogador em outro estado. Mas se não conquistar esse sonho pode vir a ser um advogado, bombeiro, policial militar ou outra profissão. Mas eles me respeitam, fazemos um bom trabalho, apesar de nosso campo ser pequeno,  tenho essa expectativa de que as coisas melhorem pra gente”, comentou Marcelo que mantém o projeto a duras penas.

Metas ousadas

Com muita ousadia e coragem, o comandante do Leão do Norte já traça metas para seus pupilos brilharem no Barezão. “Quero federar meu time no ano que vem. Já quero botar meu time no Amazonense e se Deus quiser chegar longe nas competições que a gente for jogar. Sei que , se tudo der certo, as coisas vão mudar”,   enfatizou o técnico.  

A campanha do Leão do Norte no Peladinho 2017 não é das mais empolgantes, mas a garra e a vontade de colocar a equipe em campo mesmo com todas as dificuldades é de impressionar qualquer treinador de renome no futebol. Mesmo sem vencer no torneio Marcelo não se desmotiva.

“Não vou me desmotivar se formos eliminados. Têm outras competições e tenho um sonho e vou correr atrás dele. Sou jovem ainda e posso mudar muita coisa ainda. Não é um campeonato que vai me abalar. E se passarmos da primeira fase, pode contar que vamos chegar perto das finais”, concluiu.

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