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Com confiança renovada, Seleção Brasileira enfrenta o Chile, anfitrião da Copa América

Com sete vitórias consecutivas na segunda Era Dunga, a Seleção tenta exorcizar os fantasmas de um passado recente e ainda doloroso. Para isso, quer seguir vencendo na preparação para a Copa América 27/03/2015 às 21:52
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Técnico Dunga está sorrindo à toa: oito jogos e oito vitórias na Seleção
Felipe de Paula Manaus (AM)

Após a convincente vitória sobre a França por 3 a 1, nesta quarta-feira, em Paris (FRA), a Seleção Brasileira encara o Chile hoje, às 10h (de Manaus), com a confiança renovada, em amistoso celebrado   no Emirates Stadium, em Londres (ING).

Confiança, aliás, é palavra-chave na Seleção de Dunga, repetida por vários dos jogadores brasileiros após a partida de quarta-feira, entre eles o lateral-esquerdo Filipe Luís, o zagueiro Miranda e o volante Luiz Gustavo, além do próprio técnico canarinho.

Com sete vitórias consecutivas na segunda Era Dunga, a Seleção tenta exorcizar os fantasmas de um passado recente e ainda doloroso. Para isso, quer seguir vencendo na preparação para a Copa América, em junho, no Chile, e tem o anfitrião como um dos mais difíceis adversários. E vem conseguindo isso. Após o Mundial, o Brasil já venceu quatro dos oponentes que pode ter pela frente na competição – Colômbia, Equador, Bolívia e Argentina, além de ter medido forças com dois de seus maiores rivais, a já citada argentina e a França, carrasco histórico da Seleção.

O adversário deste domingo, por outro lado, também quer mostrar sua força contra o Brasil e dar uma revanche simbólica para o nivelado último confronto entre as duas equipes: a emocionante partida de oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2014.

Liderada pelo estrategista técnico argentino Jorge Sampaoli, a equipe chilena se destaca pela capacidade de marcação, eficiência tática e pela entrega de seus jogadores em campo, muito bem demonstradas durante a Copa do Mundo no Brasil, quando o treinador conseguiu dar verdadeiros nós táticos em seus adversários.

Já o Brasil, que caminha para a oitava vitória consecutiva sob o comando de Dunga, tem autoestima renovada. E para o confronto de hoje, é possível que se tenha mais novidades. “Vamos ver quem está mais ou menos desgastado. Vamos manter uma base e vai mudar um pouquinho pela característica dos jogadores”, disse Dunga, que elogiou o adversário antes da partida.

“Acho que mais do que jogar em casa é o fato de ter feito uma ótima Copa do Mundo. Isso coloca por direito seus jogadores entre os favoritos. O Chile tem um futebol ofensivo. Jogava realmente com três atacantes na frente na Copa”, disse o treinador brasileiro.

Assim como outras seleções sul-americanas, o Chile não é mais o mesmo de anos atrás, quando a frase “está em crise, chama o Chile” virou chavão para momentos em que se usava desta saída para expurgar os demônios de sucessivos resultados negativos da Seleção Brasileira.

Tomamos o Mundial no Brasil como exemplo: na frase de grupos da competição, os chilenos venceram por 3 a 1 a Austrália (que empatou com a campeão mundial Alemanha nesta semana) e por 2 a 0 a Espanha, que jogava pela classificação e foi despachada para casa precocemente naquele jogo. Só perdendo para a Holanda, por 2 a 0.

Nas oitavas de final da Copa, fez uma dos jogos mais disputados da fase eliminatória do torneio com o Brasil: os dois times empataram em 1 a 1 no tempo regulamentar, com direito à bola na trave do goleiro Júlio César no último minuto da prorrogação e uma dramática vitória brasileira nos pênaltis.

Depois da Copa, o time fez poucos amistosos: venceu os Estados Unidos por 3 a 2 em janeiro e perdeu para o Irã por 2 a 0 nesta quinta-feira, em Sankt Pölten, na Áustria, em dia de teste para os reservas e descanso para os titulares. Alexis Sánchez ainda entrou na segunda etapa, mas não pode evitar a derrota chilena.

Para a partida de hoje, o técnico do Chile, que já descartou usar o palmeirense Valdívia,  rasgou seda para o Brasil. “Vamos jogar com o que temos de melhor. Eles continuam sendo o maior potência do mundo e Dunga está a 10 jogos sem perder. Sem essa de revanche, porque a Copa já terminou”, disse ele.

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