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Esportes
'Rubiônica'

Com duas 'pernas de aço', goleira Rubi é exemplo de superação no Iranduba

A camisa 1 do Hulk teve duas tíbias quebradas, passou por cirurgias e hoje atua com hastes de aço em ambas as pernas 29/05/2017 às 09:59 - Atualizado em 29/05/2017 às 10:22
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Como uma Mulher de Ferro, Rubi é uma das heroínas do Hulk (Arte: Thiago Rocha)
Denir Simplício Manaus (AM)

“Todos querem ter o que você tem, ou chegar aonde você chegou. Mas poucos estão dispostos a pagar o preço que você pagou”. A frase preferida da atleta Rubiana Suzie Pereira, 29, ou simplesmente Rubi, denota muito bem o sofrimento pelo qual a goleira do Iranduba passou até brilhar entre as Guerreiras do Hulk.

A camisa 1 do Iranduba defendeu três pênaltis (contra Audax, Corinthians e Sport) na temporada e tem sido fundamental na campanha espetacular do time amazonense no Brasileirão 2017. No entanto, até se transformar em heroína do Verdão, a arqueira passou perrengues, quebrando duas canelas, passou um ano em recuperação, quase abandona o futebol e, como uma verdadeira “mulher biônica”, atua hoje com duas hastes de aço nas pernas.

Mulher de Aço

“Desde pequena sempre amei futebol, assistia na TV todos os jogos... e jogava na rua com os meninos. Minha mãe e meu padrasto viram que realmente era algo que eles não poderiam me impedir”. O relato de Rubi sobre o início de sua carreira é parecido com o de tantas jogadoras espalhadas pelo Brasil. Porém, poucas atletas passaram pelas provações da pegadora de pênaltis do Hulk.

Depois de iniciar nos gramados no Atlético-MG - onde largou o emprego como atendente de telemarketing -, Rubi jogou no Santos por quatro anos e meio. Depois a goleira foi parar no XV de Piracicaba, equipe onde sofreu a primeira grave lesão na carreira.

Com cerca de 30 centímetros cada e pesando aproximadamente 300 gramas, as hastes de aço cirúrgico foram colocadas no intervalo de dois anos. (foto: acervo pessoal)

“Me machuquei a primeira vez em 2012 disputando o Campeonato Paulista. A menina chegou de carrinho na dividida e acabei fraturando a tíbia da perna esquerda”, lembra Rubi.

Dois anos depois a goleira estava atuando pelo Kindermann-SC, quando veio a segunda terrível contusão. “Depois do XV fui pro Kindermann e lá tínhamos jogos de futsal. Em uma partida, uma menina chegou atrasada e chutou a minha canela. Eu pensei que nunca mais iria conseguir jogar de novo”, conta Rubi lembrando que por pouco não desiste do futebol, após colocar a segunda haste de aço, agora na perna direita.

“Depois da segunda lesão aconteceram algumas coisas também e eu pensei em desistir e parar de jogar. Mas Deus me ensinou a ser mais forte do que eu imagina conseguir ser”, comenta a jogadora que juntando os dois períodos de recuperação passou um ano parada.

Rubi fechou o gol do Hulk contra o Timão (Foto: Antônio Lima)

Multicampeã, Rubi é tricampeã da Copa do Brasil e da Libertadores de 2009, ao lado de Marta e Cristiane. Guerreira como poucas, a arqueira acredita que se ainda está no futebol é para realizar sonhos futuros.

“Acho que Deus acredita que tenho algo a mais pra eu realizar, sonhos que ainda não foram realizados. Sempre acreditei que tinha algo a mais além de jogar futebol”, concluiu Rubi.

 

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