Terça-feira, 02 de Junho de 2020
Bola rolando

Lateral ex-Naça e hoje na Nicarágua abre o jogo sobre campeonato do país continuar

O atleta paraense tem passagem pelo futebol amazonense: Penarol, Nacional e Princesa do Solimões. Há quase um ano morando na Nicarágua, ele comentou sobre o avanço da Covid-19 no país, a apreensão pelos familiares e por sua própria saúde



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07/05/2020 às 11:21

A Nicarágua, localizada na América Central, conquistou sua independência da Espanha em meados de 1821, atualmente, o país proclamou outra forma de autonomia: a continuação do futebol em meio a pandemia. Indo na direção contrária do restante do planeta, a nação nicaraguense encerra a “Liga Primeira” - equivalente ao Brasileirão -, apenas neste sábado (9), com a final entre Manágua e Real Estelí. 

O CRAQUE entrou em contato com Rafael Vieira, lateral-direito que joga o ‘Nicaraguão’, defendendo as cores do Juventus Manágua - que caiu nas quartas de finais do torneio. O atleta paraense tem passagem pelo futebol amazonense em clubes como: Penarol, Nacional e Princesa do Solimões (o último sendo o mais recente). Há quase um ano morando no país, ele comentou sobre o avanço do Coronavírus (COVID-19) no país, a apreensão pelos familiares e por sua própria saúde. 



(Rafael Vieira em ação pelo Princesa no ano passado: ele atuou em 15 jogos do Tubarão)

“Até o momento não existe uma situação de quarentena pesada aqui. Apenas alguns estabelecimentos fechados, mas o resto segue normalmente. Estamos encarando como algo surpreendente. A liga e os jogadores estão buscando tomar todas as medidas cabíveis para proteção”, destacou, sobre a situação ‘amena’ em relação ao novo vírus. Na Nicarágua, existem apenas 16 casos confirmados da doença. 

Medidas mínimas

Apesar de manter a bola rolando, a Liga Primeira optou por realizar jogos de portões fechados. Mesmo assim, fora dos estádios, diversos vídeos de aglomerações foram expostos nas redes sociais. 

“Tem o pessoal que está se cuidando, mas também tem muita gente que não. Nessas horas a gente fica com medo por eles e pela gente. Deu vontade de voltar para o Brasil, mas já que tinha contrato aqui, segui jogando”, declarou o atleta de 31 anos. 

Sem saída

Além das questões contratuais, Rafael revela que está ‘preso’ na Nicarágua, com as fronteiras do país fechadas, mesmo que quisesse não poderia voltar à sua terra natal. 

“Os aeroportos não estão funcionando, de início também pensei que a situação fosse mais tranquila, tanto aqui como no Brasil. Ainda não estávamos nesse momento mais complicado. Meu contrato encerra com o fim da temporada, vou esperar para conversar com o clube para averiguar meu futuro”, declarou o lateral-direito, que deve definir sua renovação ao fim deste mês.

Ele faz um desabafo sobre a sensação de entrar em campo com o mundo todo ‘parado’. 

“É preocupação por tudo. É difícil. Não temos muito o que fazer, resta ficar pedindo notícia de familiares todos os dias. Da mesma forma as pessoas de fora se preocupam muito comigo, mas graças a Deus estamos todos bem”, concluiu sobre o cenário inesperado. 

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Repórter de A CRÍTICA

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