Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
Despedidas e emoção

Com serenidade, Formiga se despede da seleção e diz que pretende ajudar no futuro

A jogadora falou da emoção do último jogo e disse que pretende ajudar outras meninas a realizar o sonho de jogar pela Seleção



zCR031901_p01.jpg A jogadora se despediu com o título da Copa Caixa de Seleções (Foto: Antônio Lima)
19/12/2016 às 08:57

Após 22 anos com a camisa da Seleção Brasileira, Formiga se despediu da amarelinha na noite deste domingo (18) com o título da Copa Caixa de Seleções, realizado em Manaus. Após o jogo, a emoção de quem vai encerrar uma brilhante história no time brasileiro e também um “muito obrigado” pelo carinho dos brasileiros. Prova disso, foi que a jogadora de 38 anos fez questão de subir em cada escada que dava acesso à arquibancada para selfies e autógrafos. Foram mais de 40 minutos, atendendo fãs, recebendo abraços dos que queriam se despedir.

Após tanto carinho e emoção, ela demonstrou calma e segurança com a decisão. Deixou claro que não queria parar, mas tinha consciência de que a hora tinha chegado.

“Vontade a gente tem de continuar na luta com as meninas, mas é o momento de sair, me dedicar com outras coisas para continuar ajudando as meninas. Sei que muitos não querem e eu também não, mas tenho que entender esse momento e me despedir com o título é maravilhoso. É  única coisa  que a gente pode no momento dar de retorno à torcida. De antemão eu agradeço a todos por todas as mensagens que eu recebi, desse elenco agora e de todos que eu já passei. Por tudo. Toda a torcida, toda a força que me deram e nesse momento não tem nem como segurar as lágrimas. Tantos anos de dedicação, 22 anos na luta e na batalha. Então deixar o meu agradecimento a todos do meu primeiro treinador até esse do meu último ciclo agora”, disse.

No último jogo, Formiga confessa que esperava jogar até o fim. Foi substituída aos 45 do segundo tempo e se disse surpresa com a substituição. Na saída, as jogadoras se uniram para um abraço que demonstrava todo o carinho do grupo e ela disse que nesse momento, um turbilhão de emoções se passava dentro dela.

“Eu me surpreendi quando vi o oito no teão e falei ‘é, eu vou ter que sair e dar a oportunidade para a minha amiga’. No momento me deu uma vontade muito grande de chorar. Parecia que eu estava começando, que era a minha primeira convocação na seleção mesmo sendo a última. Foi um pouco de confusão de sentimentos. De tristeza muito grande, mas ao mesmo tempo muito feliz por terminar dessa maneira sendo campeã e com uma vitória tão maravilhosa como foi essa”, confessou.

Quanto ao futuro, Formiga espera continuar ajudando a seleção. Ela confessou que fará cursos da CBF e espera poder trabalhar tanto com a seleção principal como com as seleções de base. Defensora da modalidade, ela espera poder ajudar outras meninas a realizar o mesmo sonho que ela teve um dia e falou de como será a vida sem jogar pelo Brasil.

“Vai ter que existir (vida se a seleção) porque tem outras meninas que têm o mesmo sonho que eu, então tem que continuar o trabalho. A batalha ela continua. Eu já penso em outras que lutam, têm suas dificuldades, enfrentam preconceito dentro de casa, enfrentam preconceito na rua para um dia estar no meu lugar. Chegar onde eu cheguei. Então a vida vai ser essa, eu dar continuidade para as que estão vindo aí ter pelo menos o direito de mostrar o seu talento para o Brasil inteiro e para o mundo inteiro”, declarou.

Várias vezes, a camisa oito do Brasil falou que não queria se despedir, mas ao mesmo tempo, ela fala que confia que o Brasil está em boas mãos – e pés.

“Hoje eu saio porque sei que tem meninas boas. Antigamente, minha preocupção era essa, mas hoje tem a Andressinha, tem a Francielle que tá chegando agora e outras da sub-20 que têm talento e precisam estar aqui também” , finalizou.

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