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Esportes
Barezão 2016

Com sete clubes, FAF define regulamento do Barezão nesta quarta-feira (15)

O prazo para inscrições terminou na tarde desta terça-feira (14). Sete clubes se inscreveram para esta edição do Campeonato 14/06/2016 às 21:56 - Atualizado em 14/06/2016 às 23:06
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Os dirigentes do clube se reúnem hoje com a diretoria da FAF para definir os detalhes da competição (Foto: Antônio Assis/FAF)
Camila Leonel Manaus (AM)

O Campeonato Amazonense de 2016 terá sete clubes participantes. As equipes que se inscreveram dentro do prazo, que se encerrou às 18h desta terça-feira (14), são: Nacional Borbense, Rio Negro,  Princesa, Fast, São Raimundo, Nacional e Manaus.

A inscrição na competição foi aberta na última sexta-feira (10) e deveria ser feito mediante ao pagamento de R$7 mil reais correspondente ao valor pago à arbitragem em quatro rodadas mais o ofício junto com o comprovante de pagamento.

O próximo passo será a reunião dos sete participantes junto com a diretoria da Federação Amazonense de Futebol (FAF) para definir fórmula de disputa e regulamento. A reunião acontece nesta quarta-feira (15), às 15h, na sede da entidade.

“Amanhã (quarta-feira) tem a reunião dos clubes dos clubes que já se inscreveram para definirmos a fórmula de disputa e a questão da Série B: quantos clubes vão cair, quantos vão subir. Os demais clubes como Tarumã, Cliper, Operário, Penarol, CDC Manicoré e Penarol já afimaram que não vão se inscrever”, disse o diretor de competições da FAF, Ivan Guimarães.

Esta é a edição com menos clubes desde 2003. O certame daquele ano, vencido pelo Nacional, contou com seis equipes.

O primeiro clube a se inscrever na competição foi o Fast Clube. O Tricolor de Aço, que caiu nas semifinais no ano passado irá aproveitar o time da base que vem disputando o Sub-20 e que jogou Copa Norte e Copa Verde. De acordo com vice presidente do Faz, Cláudio Nobre, alguns reforços pontuais irá chegar para reforçar o time.

“O time do Fast é o time que a gente tem permanente, o time júnior com o Serginho Duarte, Robson e a ideia é de mais cinco, seis jogadores, se for possível pagar, porque sem dinheiro não tem como. Alguns times tradicionais que pisaram no chão, estão com o pé bem no chão e não vai jogar porque não tem recurso. E nós viemos com o investimento pesado da base que temos feito”, disse.

O último clube a efetuar a inscrição foi o Manaus FC. O Gavião do Norte, que é o caçula entre os participantes também disse que investirá no time que vem jogando o Campeonato Amazonense Sub-20 e manterá, inclusive o treinador Igor Cearense, no comando.

“Pretendemos aproveitar jogadores da base do Manaus, afinal, isso já era planejado desde a Copa Amazonas. E fazermos contratações pontuais para os setores deficitários da equipe. O treinador está acertado desde o fim do ano passado, será o Igor Cearense”, disse a presidente do clube, Patrícia Serudo.

Outro clube que pretende aproveitar a base é o São Raimundo de acordo com o diretor de marketing do Tufão, André Cavalcante.

“A gente tem confirmado o treinador Alberone  e entre os jogadores, temos confirmado que jogaram o Sub-20 como o Judá, o Vitinho, o Victor, que é o goleiro, e outros jogadores profissionais time. Pretendemos trazer cinco ou seis reforços com idade propícia e que já esteja familiarizado com o clima amazonenses”, afirmou.

Nesta edição, dois clubes do interior irão competir: o Princesa do Solimões, de Manacapuru, e o Nacional Borbense, de Borba. O Penarol, que chegou às semifinais, no ano passado, não irá participar.

O presidente do Naça Borbense, Rodenilson Fonseca explicou que o Camaleão está em fase de planejamento e buscando parcerias.

“O planejamento é de 40 dias. A gente fechou a parceria com a Prefeitura de Borba e buscando parceiros na esfera municipal”, explicou.

Outro clube que ainda está em fase de planejamento é o Rio Negro. O Galo da Praça da Saudade está atrás de patrocínio para montar uma equipe para brigar pelo título.

“Nós não começamos ainda a preparação estamos na fase de planejamento.  A ideia é começar a trabalhar um mês antes até por questão de custo financeiro. Estamos em um ano que não tem dinheiro para nada e estamos tentando conseguir investimentos para montar uma estrutura em condições de disputar o campeonato e brigar pelo título”, disse o presidente do Rio Negro, Thales Verçosa.

Diretores comentam a taxa de inscrição

A taxa de inscrição, que corresponde a custo com arbitragem foi uma das regras da FAF para que o time se credenciasse a disputar o Barezão. Os dirigentes viram a resolução como algo necessário para resguardar os árbitros.

“A verdade é essa uma forma de resguardar a competição em relação à arbitragem. Todo ano alguns clubes pagam depois, outros pagam em dia, mas tem a questão financeira. Alguns clubes não conseguiram pagar, mas a gente conseguiu, graças a Deus, e vamos brigar pelo título. É o que faz parte do nosso planejamento”, disse o presidente do Nacional Borbense.

A presidente do Manaus declarou que foi pouco tempo para conseguir um valor considerado alto.

“Talvez a cobrança da taxa tenha sido feita para filtrar a participação das equipes, quem não tem condições fica de fora. Mas achei que faltou diálogo, não foi consensual. Tivemos um prazo curto para quitar um valor considerado alto. E cada um de nós temos o nosso planejamento. Se temos uma prestação de carro pra pagar em uma data, nós nos programamos para pagar, agora quando aparece uma dívida de 7 mil para pagar em dois dias é complicado”, disse.

O vice-presidente do Fast Cláudio Nobre seguiu a mesma tônica de Patrícia Serudo.

“Eu vejo essa taxa como uma forma de limitar a quantidade de participantes. Houve uma assembleia e teve a entrada do tribunal. Com isso esa taxa não só limita, mas também garante a participação dos clubes no campeonato para impedir que alguém entre e depois desista. É um momento de dificuldade para todos os clubes, mas isso foi a única maneira de ter uma quantidade de clubes”, comentou.

O Campeonato Amazonense, deve começar entre os dias 17 e 20 de agosto.

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