Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
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Comitê pretende manter colaboradores da Fifa no Maracanã em caso de protestos

Para a final da competição, neste domingo (30), pelo menos duas grandes manifestações estão previstas para o entorno do estádio



1.gif Polícia Militar concentrará forças nos arredores do Maracanã
28/06/2013 às 10:40

Com medo do protesto da última quinta-feira - o maior e mais violento até agora no Rio de Janeiro desde o início das manifestações -, a Fifa manteve dentro do estádio do Maracanã, mesmo após o fim do jogo, os quase mil voluntários que trabalharam durante a goleada da Espanha sobre o Taiti por 10 a 0.

Para a final da competição, neste domingo (30), a partir das 18h (de Manaus), pelo menos dois grandes protestos estão previstos para o entorno do estádio e a entidade deve ter de novamente “segurar” os voluntários dentro do Maracanã.

“Se existe algum risco, somos comunicados e então mantemos os voluntários no centro de voluntariado por um pouco mais de tempo”, disse o gerente de voluntários do Comitê Organizador Local (COL), Rodrigo Hermida. “Não existe nenhum ataque direto aos voluntários, não têm acontecido, mas pedimos a eles para prolongarem a estada dentro do estádio. Fornecemos mais alimentação, claro, e quando temos um sinal verde da segurança, liberamos”, completou.

Escalado pela Fifa para a entrevista coletiva, o voluntário indiano Omprakash Mundra, de 63 anos, confirmou ter ficado “preso” por um tempo no Maracanã na última quinta. “Meu telefone não funcionou bem”, revelou, citando um problema que tem sido comum dentro dos estádios da Copa das Confederações. “Minha esposa me ligou umas quatro vezes querendo saber como eu estava por causa da manifestação e foi assim que fiquei sabendo. Quando saí do estádio, havia muitos policiais”, contou o empresário, que desde os Jogos Olímpicos de Atenas, na Grécia, em 2004, roda o mundo como voluntário.

Na última quinta, cerca de 300 mil manifestantes se reuniram no centro do Rio de Janeiro e seguiram até a prefeitura, que fica a 2,6 quilômetros do Maracanã. Ao fim da manifestação, vândalos quebraram placas, vidros de lojas e atearam fogo em partes da avenida Presidente Vargas. Mas não foi isso que assustou o simpático indiano: “Estive no Rio em 2007 para conhecer o Maracanã e agora voltei para a Copa. Fiquei assustado com o aumento dos preços de alimentação e hospedagem, o dobro de tudo na Índia”.

O gerente de voluntários do COL negou que haja uma orientação aos voluntários para que tirem os uniformes ao deixarem os locais de trabalho. “Confiamos plenamente na segurança governamental e do COL”, disse.

Profissional do Taiti se aposenta

Se não fosse por Marama Vahirua, 33, atacante do grego Panthrakikos, o elenco que defendeu o Taiti na Copa das Confederações seria inteiro formado por atletas amadores. E, no retorno da equipe ao país da Oceania, o camisa 3 anunciou sua aposentadoria dos gramados.

Em entrevista a uma rádio local, Vahirua não descartou a possibilidade de defender o país na Copa do Mundo de Futebol de Areia, que acontece em setembro, no Taiti. Pelo Twitter, a federação Taitiana de Futebol lamentou a perda de seu único jogador profissional. “Hoje é um dia muito triste porque nós ficamos sabendo que Vahirua se aposentou. Obrigado por tudo, garoto”.

Com pouco futebol e muito carisma, a seleção do Taiti conquistou a torcida durante a Copa das Confederações. O time foi goleado nas três vezes em que entrou em campo 6 a 1 contra a Nigéria, 10 a 0 contra a Espanha e 8 a 0 contra o Uruguai. Porém, sempre recebeu o apoio maciço dos torcedores.

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