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Esportes
SUPERAÇÃO

Ana Cristina: uma vida transformada com a ajuda do taekwondo

Com a ajuda da filha Maria Luísa, de 8 anos de idade, a atleta amazonense Ana Cristina superou diversos traumas e até mesmo a depressão 18/02/2019 às 19:55
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Foto: Junior Matos
Gabriel Ferreira Manaus (AM)

As fases mais turbulentas da atleta amazonense de taekwondo Ana Cristina, 45, não conseguiram derrotá-la no tatame da vida. As agressões físicas, perseguições e até mesmo tentativa de homicídio do ex-marido no ano de 2012 foram o estopim para a ex-policial militar desenvolver uma depressão profunda. Mas existia ao seu lado uma criança que resgataria a sua vontade de viver e superar a doença, a filha Maria Luísa, de 8 anos de idade. 

Enquanto Ana Cristina atravessava o marasmo da doença, no mês de julho de 2016, a filha despertou interesse pelo taekwondo durante visita no Centro de Convivência Magdalena Arce Daou, situado no bairro Santo Antônio, na Zona Oeste de Manaus.

“Eu ia colocar ela no balé, mas ela viu outras pessoas praticando o taekwondo e gostou, então coloquei ela pra praticar”, disse.

Ao ver a paixão da filha pela arte marcial, Ana Cristina sentiu a vontade de praticar o taekwondo e seguir os passos de Maria Luísa. “Eu vi as crianças treinando e aquilo veio no sangue. Eu pensei: já fui policial, sei velejar, fui casada com militar, já saltei de paraquedas... então me inscrevi e o mestre até ficou rindo. Passou o ano novo eu comprei meu dobok (Dobok é o uniforme usado por praticantes de artes marciais coreanas) e fui”, relatou a atleta.

‘Eu dei a volta por cima’! 

A frase de Ana Cristina resume a determinação para recomeçar a vida ao lado da filha e melhor amiga. “A Maria Luísa é tudo o que eu tenho, ela vai comigo no médico, cuida de mim, é minha amiga, minha companheira, ela é a minha vida”, comentou.

A pequena faixa vermelha de taekwondo Maria Luíza fica feliz por ter a mãe praticando esporte e disse: “Eu achei maravilhoso porque eu gostei muito da mamãe ter se interessado pelo taekwondo, que também me ajudou muito, e eu fico orgulhosa por ela ter chegado na faixa verde ponta azul”.

Dificuldades

Em 2003, se casou Ana Cristina e mudou para Campina Grande, no estado da Paraíba, local onde viveu por 15 anos. Na época a atleta tinha um filho de 16 anos chamado José Luís.  Quando José Luís completou 18 anos, nasceu Maria Luíza, que, aos 2 anos de idade, veio pela primeira vez para Manaus com o pai e a mãe. A partir da mudança de cidade, o tormento na vida de Ana Cristina e Maria Luíza começou.

“Eu voltei pra Manaus quando a Maria ainda era pequena, ela tinha só dois anos, e vim junto do pai dela. E aí chegando aqui, começaram as agressões físicas, não deu certo meu relacionamento com o pai dela, e eu o denunciei pra lei Maria da Penha, e aconteceu que ele me deu um tiro que acertou meu joelho direito, e eu também dei um tiro nele pra me defender. E foi aí que consegui uma medida protetiva na justiça”, relatou.

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