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Conheça a história de Romarinho, autor do primeiro gol amazonense na Arena da Amazônia

Jogador sustenta a família sendo pago para jogar peladas e já tem proposta para jogar na Europa; paixão pelo futebol passa pela mãe boleiro e pelo avô zagueiro do América 06/03/2015 às 19:25
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Romarinho tem nome e futebol de craque
Felipe de Paula Manaus (AM)

Quando ele entrou no monumental estádio amazonense que serviu de palco para quatro partidas de Copa do Mundo, mal imaginava que estava prestes a fazer história. Romário Borges, 22, ou simplesmente Romarinho, nunca havia estado na Arena da Amazônia. “Nem para assistir jogo”, ele diz. Mas naquele 13 de dezembro de 2014, ele estava destinado, embora ainda não soubesse, a figurar na história como o primeiro amazonense a marcar um gol no estádio, ainda que num torneio amador.

Era a disputa do terceiro lugar da Taça Lima, entre Unidos do Alfredo Nascimento e Manaus 2000. Aos 20 minutos do primeiro tempo, pressionou a saída de bola e a recuperou perto da área adversária. Tocou num companheiro melhor posicionado, viu a bola chutada em direção e posicionou-se para o rebote, que veio como um presente do destino para o jogador que já se sagrava um dos melhores do torneio. Até a sorte tem suas preferências.

Homenagem à filha

Na comemoração, colocou a bola dentro da camisa e procurou a esposa, grávida de oito meses, que assistia ao jogo no estádio. “Eu apontei para um lado, para outro, ainda tentei procurar ela (sic), mas tinha muita gente”, conta ele que, sem outra opção, só lhe restou imitar os astros do futebol internacional. “Corri pras câmeras”, conta, divertindo-se.

Mas quem pensa que o garoto bom de bola está longe de uma carreira bem sucedida no futebol, muito se engana. Ele despertou interesse de clubes grandes do futebol amazonense. Mas, com uma carreira estável nos diversos times amadores em que atua, preferiu os campeonatos de pelada.

Pagando as contas

É por meio deles que sustenta a filha recém-nascida e a esposa Clarice, que se dedica a cuidar da pequena Luiza, com um mês e seis dias. Já  ganhou de 500 reais por um campeonato até mais de 10 mil por duas competições amadores. Com o dinheiro, está concluindo a casa em que mora com a família e vivendo o sonho de receber para fazer o que mais gosta, mesmo em times amadores.

Europa

Mas talvez não por muito tempo: após arrebentar nos campeonatos amadores em 2014, o jogador despertou a atenção de agentes. Um deles sinaliza a possibilidade iminente de levá-lo para um time da segunda divisão de Portugal. “Seria a realização de um sonho”, disse ele.





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