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FELIZ DIA DO GOLEIRO!

Conheça a história do colecionador que tem mais de 500 camisas de goleiro

Sérgio Sá, 49, é colecionador de camisas de clubes de futebol, mas especificamente de uniformes dos guardiões do gol 26/04/2017 às 16:39
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O rionegrino Sérgio Sá orgulha-se da bela coleção, principalmente das camisas de goleiro do Galo da Praça da Saudade. Foto: Evandro Seixas
Denir Simplicio Manaus

Já dizia o cronista Nelson Rodrigues: “Um atacante, um médio e mesmo um zagueiro podem falhar. Só o arqueiro tem de ser infalível”. Pura verdade. O goleiro carrega o carma da perfeição, para ele tudo é diferente, a começar pela indumentária. Dos 11 jogadores de um time de futebol a camisa do arqueiro é a única distinta das demais.

E neste 26 de abril, em que comemora-se o Dia do Goleiro, o Portal A CRÍTICA conversou com um desses seres, que é herói e vilão exatamente ao mesmo tempo.

Sérgio Sá, 49, é colecionador de camisas de clubes de futebol, mas especificamente de uniformes de goleiro. Já são mais de 500 peças na coleção em uma paixão que começou na infância, como relata o fã dos arqueiros.

“Sempre fui goleiro, desde os sete anos,  e sempre tive camisas de goleiro pra usar nas peladas. Em 2004 tive hepatite e fiquei dois meses e meio em casa me recuperando. Foi quando comprei a primeira camisa pela internet”, disse Sérgio revelando suas preferências.

“Comecei a colecionar camisas de goleiro de times sul americanos. Além de Flamengo e Rio Negro”, conta o funcionário público federal, que é torcedor barriga preta.

De Higuita a Taffarel
Entre as raridades na coleção, Sérgio aponta suas prediletas, como as camisas de goleiros rubro-negros, do colombiano Higuita, do mexicano Jorge Campos e, claro,  do grande Taffarel. “Tenho camisas do Raul e Cantarelli, do Flamengo. Gosto da ousadia do Higuita... há pouco chegou uma do Atlético Nacional da época em que ele jogou lá. Também gosto da irreverência do Jorge Campos, com 1,70 m de altura. Sem falar do Taffarel”, aponta.

Entre as camisas dos clubes amazonenses, além das do Rio Negro, o colecionador, que é carioca de nascimento, mas reside em Manaus desde 1998, guarda com carinho duas do rival da Colina. “Tenho camisa do Iúna da fase de ouro do São Raimundo, também tenho do Flávio Mendes. Do Rio Negro devo ter umas 30 camisas entre goleiro e jogador”, revelou.

Questionado por que colecionar justamente camisas de goleiros de clubes da América Latina, surpreendentemente Sérgio revelou que é por conta da dificuldade na aquisição.

“São mais difíceis de conseguir. As europeias sempre têm uma cópia chinesa. Os sites dos clubes de lá vendem facilmente, só ter dinheiro. América Latina é mais difícil”, disse Sérgio confirmando que adquiriu boa parte da coleção através de trocas, principalmente com colecionadores equatorianos, colombianos e argentinos.

“Tenho bastante de times do Equador e Colômbia, pois encontrei colecionadores lá e trocamos bastante. Até viajei a Bogotá e aproveitei para negociar algumas. Da Argentina também tenho bastante, umas 80 camisas de times argentinos”, disse Sérgio apontando camisa dos clubes da Venezuela como os mais difíceis de conseguir.

“Só tenho duas de times venezuelanos. Escrevi para o site de todos os times de lá, mas ninguém nem respondeu”, concluiu o incansável colecionador/goleiro.

Homenagem
O Dia do Goleiro é uma homenagem ao ex-goleiro Manga, que atuou por Botafogo, Sport e Inter antes de pendurar as luvas

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