Domingo, 21 de Abril de 2019
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GOLEIRÃO

Conheça o Bonde do CDC e o goleiro Dadá, que não levaram gols neste Peladão

Bonde do CDC ainda não tomou gols no Peladão e muito se deve ao goleiro Dadá, que surpreende a galera


02/02/2019 às 08:23

“Nosso goleiro me falou: 'Mano, nós ainda não pegamos nenhum gol!' E eu falei: - sério?! E ele disse: eu não me lembro de ter levado nenhum gol! Foi quando pegamos nossos resultados na coordenação, e realmente não levamos nenhum gol em tempo normal de jogo até agora, sendo que nós já jogamos contra times grandes”, conta o técnico do Bonde do CDC Alvorada MP, Ricardo Júnior, o “Beiçola”. Neste Peladão, o Bonde do CDC comemora a classificação para as quartas-de-final e, ainda mais, a super defesa da equipe, com os zagueiros Luan e Marcelo, e com o goleirão Dário Lopes, conhecido como Dadá, que sempre dá o que falar.

Destaque do time

Dadá é uma das sensações deste Peladão por não ter levado nenhum gol durante os jogos da competição, impressionando aqueles que o julgam mal jogador logo de cara, dizendo que ele está acima do peso. “Muita gente bagunça comigo porque eu sou gordinho, mas o futebol é gostoso por causa disso, porque posso provar no campo o meu valor e depois ver o reconhecimento das pessoas”, disse o goleiro. 

Dadá, que hoje tem 116 kg, sempre jogou as peladas no gol, desde a infância até hoje. “Sempre foi onde gostei de jogar e onde me destaquei”, afirma. E você está se perguntando se o peso atrapalha a mobilidade dele? “Isso só me ajuda. Muita gente me critica, mas os resultados estão aí”, enfatiza, mas não sem agradecer a todo o seu Bonde. “Tenho que agradecer bastante a minha zaga, que é formada por dois monstros, o Luan e o Marcelo, e ao nosso time, que é muito bom”, destaca. Com esse histórico mais do que perfeito neste Peladão, sem levar gols, Dadá afirma que está confiante. “Deixaram o Bonde do Alvorada chegar, e agora nós vamos chegar à final”.

Para o técnico, Beiçola, o mais legal é ver o Dadá surpreender o público nos jogos. 
“A gente chega aos jogos, e vejo algumas pessoas menosprezarem o Dadá, e depois eu digo: - o cara que falaram ali fora que tem 150 kg foi lá e pegou o pênalti! Porque quando a pessoa olha nem imagina, pensa, ele é gordinho, baixinho - ele tem 1,74 -, não vai conseguir, e ele vai buscar a bola até onde a gente nem imagina”, disse o treinador.

Time raiz no seu ápice

Quem vê o Bonde do CDC Alvorada entre os oito melhores do Peladão pode achar que a equipe fez um belo investimento, foi buscar jogadores de outros times peladeiros, mas não é assim. O Bonde foi criado em 2017, a partir de um grupo de amigos, que jogava peladas no CDC. No primeiro Peladão deles, o Bonde ficou entre os 30 melhores, e agora o time já está entre os oito melhores times. “O foco era chegar entre os 30 novamente, mas nós fomos passando, chegando”, ressalta Beiçola. 

Para este Peladão, a base do time não mudou, continua sendo formada por amigos do Alvorada que jogam peladas. “Somos ‘crias’ do Alvorada, estamos orgulhosos por representar o bairro, e aqui não houve investimento alto. Temos somente uniforme, mas ninguém aqui recebe, e ainda nos unimos sempre, fazemos cotinhas para comprar o que for necessário e rifas também”, conta o técnico. O presidente do time, Kaedo, foi quem deu um apoio necessário para o time entrar no Peladão. “Eu falei que podia ajudar, pagando metade do valor do equipamento, aí foi todo mundo na amizade, e todos contribuíram também”, disse.

“Vai ficar tudo em casa”

O Bonde do CDC Alvorada MP se considera um azarão entre os oito grandes times do Peladão que estão na disputa. Para o Bonde, o Unidos do Alvorada, time do mesmo bairro, não é um rival, mas um parceiro.

“Temos parceria forte com o Unidos do Alvorada, time do Wagner, nos ajudamos. Não temos nenhuma rivalidade, nosso sonho é que os dois times, Bonde do CDC e Unidos do Alvorada, enfrentem-se na final. Já vai estar ótimo se isso acontecer, ficar tudo em casa. Vamos levar toda a Alvorada para assistir”, disse Beiçola. 

O presidente do time, Kaedo, concorda que as duas equipes do Alvorada que seguem no Peladão são unidas, e explica que é possível as duas se encontrarem na final.

“Ficamos muito felizes porque no sorteio feito pela coordenação do Peladão, ficamos em chaves opostas, então, só vamos pegá-los numa final, e ficamos muito felizes com isso, nosso sonho é esse”, garante. E para não restar dúvidas sobre a torcida por uma final entre os dois do Alvorada, Kaedo disse que nos jogos das quartas, a torcida do bairro vai estar presente nos dois jogos. “No domingo (3), o jogo deles vai ser 9h, e o nosso vai ser à tarde, então a torcida não vai precisar se dividir para ir aos jogos”.

Para Kaedo, os pés no chão do time vai ajudá-los a chegar ao topo. “Nossa humildade colaborou, respeitamos os times, treinamos, e sempre colocamos Deus na frente”.

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