Sábado, 25 de Maio de 2019
MBAPPÉ DOS TRÓPICOS

Conheça o Mbappé do Nacional FC, que quer brilhar com o time no Peladinho

O ponta esquerda Gilmar Santos tem o apelido do craque francês que brilha no Paris Saint-Germain



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Fotos: Junio Matos/ A Crítica
25/01/2019 às 16:00

O nome de um dos pequenos craques do Nacional FC é Gilmar Santos, mas ele é conhecido simplesmente como Mbappé, ninguém menos que o campeão mundial com a seleção francesa no ano passado e jogador considerado o garoto de ouro do futebol atual. O Mbappé da nossa Paris dos Trópicos tem semelhanças com o craque do Paris Saint-Germain, entre elas, o amor ao esporte e talento para chegar longe no futebol.

O Mbappé de Manaus, joga bola desde os 4 anos de idade. Ele começou na escolinha do Vasco, em Manaus; hoje tem 14, e, há quase três anos, integra a equipe do Nacional, semifinalista do Peladinho.

“É a primeira vez que estou participando, e acho que estamos escrevendo uma boa história no campeonato; isso a gente vai levar para a vida”, disse ele, que está confiante no seu time para o finalzinho do campeonato. “Acredito que a gente possa vencer. Agora só tem time forte, mas nós somos um deles”, ressalta Mbappé, que já tem no currículo um título de campeonato interno e o Interbairros com o Nacional.

Talento

Nos jogos do Naça, os gritos pelo seu nome são constantes. Mbappé para cá e Mbappé para lá – não dá para negar sua importância na equipe. No jogo de classificação do Nacional sobre o time do São Lukas, no último domingo (20), Mbappé foi quem deu a assistência do único gol da equipe, no tempo regulamentar.

“O Mbappé tem sido um atleta muito importante para a gente, tanto para fazer gols quanto para colocar os colegas em situações para fazerem gol, então, nesse quesito, ele é bem diferenciado; ele sabe a hora de fazer as coisas, de tentar um drible, sabe a hora de tentar um chute a gol, e ele sabe a hora de deixar um colega na cara do gol, com um passe, então, isso faz muita diferença para o futebol dele, é quase completo”, disse o técnico do Nacional FC, Luciano Manauara.

Prazer, Mbappé

O garoto conta que não acha nada ruim ter um apelido assim, do jogador mais valioso do mundo. “É o campeão do mundo, né? Muito bacana ser chamado assim. Até em casa já me chamam de Mbappé também, então dá até para mudar o nome no cartório, né? (risos).

O jogador relembra que foi um colega do time que lhe deu essa alcunha. “Todo mundo no Nacional tem apelido e, logo que eu entrei no Nacional, tinha um menino que falou: - nossa, tu joga bem, está parecendo o Mbappé! E aí todo mundo começou a me chamar assim”.

 

Chance lá fora

Apesar de ter somente 14 anos, Mbappé faz planos para o futuro. “Quero ser jogador e, futuramente, fazer testes no Vasco. Acho que no final deste ano, eu tô indo pra lá”, anuncia ele.

Por enquanto, são seus amigos de clube, Gustavo, Breno e Renan, que irão buscar a chance nos clubes do Rio de Janeiro. “Tô apostando nos meninos porque o Mbappé está trabalhando comigo a partir deste ano, mas os outros estão vindo desde o ano passado, e nós já temos esse objetivo de pegar os melhores, e levar para fazer uma avaliação em outro clube. Já temos alguns atletas disputando campeonato paulista, carioca, e temos atletas em clube grande como o Flamengo, o Vasco, então, eu acho que está na hora de eles também terem oportunidade de tentar”, disse Luciano.

Renan, 14, é zagueiro e está no time do Nacional há dois anos. Ele está confiante para sua primeira oportunidade de ir a uma seletiva fora do Estado. “É uma chance que nosso professor está me dando para eu poder me destacar lá fora. Eu estou muito feliz, é isso que eu quero para a minha vida, ser jogador e dar orgulho para a minha família; meus pais estão muito orgulhosos de mim e também estão confiantes”, disse ele.

Breno também tem 14 anos, é volante, e disse que também está confiante. “Nós treinamos muito, fazemos treinos muito fortes, então isso me dá confiança. Meus pais também estão animados, botando fé em mim, e todos me apoiam lá na rua, todos querem que eu vá para um time lá fora, que eu me dê bem e, se der tudo certo, vou ficar lá (no Rio de janeiro)”, ressalta o jogador, que mora no bairro Educandos.

Gustavo, 13, também vai à seletiva. Ele é um pouco mais novo e também é menor que os colegas do time, mas tem confiança de gente grande. “Eu acho muito bacana participar de campeonatos; estou jogando muito bem, não tem problema jogar com garotos maiores do que eu. Vou para a seletiva confiante, com a ajuda da minha família, do meu professor, e é só lutar lá no dia”, disse.

“Futebol é oportunidade. Eles estão mostrando o trabalho deles, já foram convidados por outros clubes, mas acreditaram em nós, então, a gente oferece o que temos de melhor para eles. É uma oportunidade de ouro que eles terão. Vamos sentir falta deles, mas, com eles indo, o nosso trabalho também aparece“, disse Luciano.


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