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Copa das Confederações: Espanha decide jogo com o Brasil

Nos pênaltis, e de forma emocionante, após um teimoso 0 a 0 no tempo normal, a Roja superou a Esquadra Azzurra e está na final 28/06/2013 às 09:30
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Mesmo sendo vaiados pela torcida durante toda a partida, espanhóis conseguiram a vitória
Paulo Ricardo Oliveira FORTALEZA

Jesús fez a diferença em favor da Espanha, nesta quinta-feira (27), pela semifinal da Copa das Confederações contra a Itália. O jogador de sobrenome Navas foi autor do gol que classificou a Fúria para a tão esperada final contra o Brasil, domingo (30), no Maracanã. Após 150 minutos de bola rolando num jogo eletrizante, que incendiou a Arena Castelão em Fortaleza, ontem à tarde, a definição aconteceu na cobrança de penalidades. Os brasileiros estavam torcendo pela Esquadra Azzurra. Jesus Navas converteu sua cobrança após o zagueiro Bonucci desperdiçar a dele, chutando a bola bem acima do travessão de Casillas.

O resultado de 7 a 6 sobre os italianos não somente garante a Roja na grande decisão das Confederações, como coloca os espanhóis em vantagem no histórico de confrontos direto entre as seleções: agora são nove vitórias para a Espanha, oito para a Itália e 11 empates em 28 partidas entre amistosos e competições oficiais disputados.

Ninguém na Fúria, porém, quis se estender muito nos comentários sobre a final contra a equipe de Neymar e cia. Na zona mista, o técnico Vicente Del Bosque desconversou quando perguntado pelo Craque sobre o esperado confronto contra o Brasil. “Hoje não falaremos sobre o Brasil. Amanhã talvez. Hoje é dia de falar sobre a importância dessa vitória sobre a Itália e da bela partida que se viu em campo”.

Iniesta, que foi explosão de velocidade na partida e ficou perto de fazer um gol no tempo regulamentar, foi econômico a respeito do staff de Luiz Felipe Scolari.

“É uma grande seleção que merece todo o nosso respeito. Vai ser uma grande final”, resumiu.

O defensor Piqué, que trouxe a companheira Shakira e o filho Milan a Fortaleza, se disse tranquilo para a decisão contra a Seleção Brasileira no Rio de Janeiro. “Temos feito bons jogos fora de casa. Estamos bem a vontade para essa final contra o Brasil”, garantiu o jogador, que foi obrigado a ouvir a ala masculina da torcida que lotou o Castelão gritar em coro: “Shakira, gostosa; Shakira, gostosa”.

De cabeça erguida

Pelo lado Italiano, os jogadores saíram de campo de cabeça erguida, mas de certa forma chateados com a derrota nas penalidades. Todos driblaram a imprensa brasileira, à exceção do goleiro e capitão Buffon, que se disse satisfeito não pela derrota, mas por ter participado de uma partida emocionante.

“É sempre bom vivenciar um jogo emocionante como esse. Jogamos muito bem nos 90 minutos. Depois tivemos três ou quatro jogadores que apresentaram cansaço, mas isso não influiu no jogo. Lutamos até o final”, declarou”. A seleção espanhola viajou ontem para o Rio de Janeiro e hoje deve treinar à tarde no estádio do Engenhão. Já a Itália vai tomar o rumo de Salvador, onde enfrenta o Uruguai, domingo, às 12h (de Manaus).

Lenha na ‘fogueira espanhola’

O jogo com a bola rolando foi literalmente uma prova para ambas as equipes. O calor na capital cearense jogou mais lenha na fogueira espanhola, que partiu alucinada para cima da Itália tão logo iniciou o jogo. A partir dos 20 minutos os italianos conseguiram o marcar o timing da Fúria, o que fez o jogo ficar mais equilibrado.

No entanto, as características táticas de cada equipe eram visíveis no desenho dentro de campo: a Espanha apostando na intensidade tática e na velocidade de toque de bola para chegar ao gol de Buffon e a Itália marcando o passo do meio de campo da Fúria para imprimir um contra-ataque, com Pirlo nos lançamentos. Pirlo, aliás, parece ter sentido a falta de rítmo de jogo. Os espanhóis atacavam em conjunto e quase sempre levavam perigo. As principais jogadas de ataque da Itália, por sua vez, aconteciam pelo lado esquerdo com o meia-atacante Giaccherini fazendo belos cruzamentos. Mas o gol não saiu nem nos 90 minutos regulamentares e nem nos 30 minutos de prorrogação. No máximo, houve uma bola na trave para cada lado. Xavi protagonizou um belo chute de fora da área, Buffon desviou e a bola raspou na trave. Pelo lado da Azzurra foi Giaccherini que carimbou a trave de Casillas.

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