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Copa das Confederações: Meia-atacante se contunde perto do jogo contra Uruguai

Bernard será reavaliado nesta terça-feira (25), para saber se terá condições de estar à disposição do técnico Luiz Felipe Scolari para o próximo jogo da Seleção 25/06/2013 às 11:52
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Após um treino, Bernard saiu mancando e não voltou para o campo
Leanderson Lima Belo Horizonte

Na manhã desta segunda-feira (24) Bernard era a cara da felicidade. No auditório do Hotel Ouro Minas, onde concedeu entrevista coletiva ao lado do experiente goleiro Julio Cesar, ele falou sobre o sonho de jogar contra o Uruguai na cidade onde nasceu e diante da fanática torcida atleticana.

O baixinho também lembrou o conselho do pai dado quando soube que iria jogar a Copa das Confederações. “Você tem dois ouvidos para ouvir e uma boca para falar, por isso, ouça mais do que fale”, e também revelou quem foi o cara que “quebrou o gelo” com o novato caladão: o goleirão Julio Cesar.

É, mas no treino realizado no Sesc Venda Nova, na tarde desta segunda-feira, o improvável (e nem tão improvável assim no dia-a-dia de um jogador de futebol) aconteceu. Quando os reservas da Seleção Brasileira treinavam no campo reduzido, a joia do Galo levou a pior em uma dividida com o lateral Felipe Luis. Bernard saiu mancando e não voltou para o campo. Segundo a CBF, o jogador será reavaliado nesta terça-feira (25), para saber se terá condições de estar à disposição do técnico Luiz Felipe Scolari para o jogo contra o Uruguai.

“Se eu atuar vou dar o meu melhor”, diz atacante Bernard em entrevista

Antes de se machucar no treino com o time reserva da Seleção, Bernard falou com a imprensa no hotel Ouro Minas, onde a equipe está hospedada desde o último domingo. Com seu jeito tímido, falou com os jornalistas sobre o ótimo momento na carreira:

O que significa para você estar agora em Belo Horizonte, sua terra natal, com chance de defender a Seleção Brasileira diante da torcida mineira?

Estou bastante feliz por poder voltar a Minas Gerais representando tantos brasileiros e vestindo a camisa da Seleção Brasileira. Esse jogo (contra o Uruguai) vai ser difícil, mas tenho certeza que a torcida vai estar ao nosso lado e espero que tudo dê certo. Quero ajudar da melhor maneira possível. Tá todo mundo com o pensamento de fazer história, independente de jogar ou não. Se eu puder atuar espero poder dar o meu melhor para ajudar a equipe.

Como é o ambiente dentro da Seleção?


Ah, sempre tem muita brincadeira. Pegam no pé dos nordestinos, falam de sotaque e todo mundo fica morrendo de rir.

O Felipão te elogiou dizendo que estava doido para te botar para jogar mais. Você ganhou o chefe, hein?!

É gratificante receber esse tipo de elogio. Isso é fruto do esforço, ele (Felipão) vê a entrega de todo mundo. Tô bastante feliz de voltar para casa. Independente se a torcida mineira gritar o meu nome ou não espero que a torcida esteja feliz porque a equipe vem muito forte.

Na última vez que a Seleção jogou em Belo Horizonte foi contra o Chile e o time sofreu muitas vaias da torcida.  Vocês estão preparados para o torcedor mineiro?

Eram momentos diferentes. Era uma amistoso e a gente vem de três vitórias. Acho que a torcida vai ter mais paciência e vai nos empurrar.

Ainda sobre a impaciência da torcida: a Seleção Brasileira tem três jogadores do Atlético Mineiro - você, o Jô e o Revér. Como você acha que a torcida vai se comportar com relação a isso?

Eu acho que vai ser natural a torcida gritar o nome. Mas as coisas não são assim. O Felipe vai colocar o que for melhor para o Brasil e a torcida tem que ter paciência. Nosso objetivo maior é ganhar o jogo e ele vai buscar o melhor para o Brasil. O mais importante é o time ir para a final.

Você teve momentos difíceis antes de virar jogador profissional. Como foi essa fase?

Na base foi um dos momentos mais difíceis. Fui dispensado duas vezes pelo Atlético-MG. Mas eles puderam rever a decisão e pediram para eu ficar. Passei bastante dificuldade, mas nada que me fizesse desistir.

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