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Copa do Mundo, um ano depois: Arena se firma como ‘elefante branco’ depois do Mundial

Estádio multiuso construído com valores na ordem de R$ 750 milhões é descartado pelos clubes locais por conta dos altos custos de utilização. Nacional já avisou que só joga na Arena em último caso 12/06/2015 às 14:14
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Estádio que recebeu a Copa do Mundo é evitado pelos clubes locais por causa dos altos custos do quadro móvel.
Camila Leonel, Denir Simplício e Leanderson Lima Manaus (AM)

Principal palco da Copa do Mundo em Manaus, a Arena da Amazônia de pouco serviu para o engrandecimento do futebol local. Construída com dinheiro público ao custo de mais de R$ 750 milhões, segundo a assessoria da Fundação Vila Olímpica (FVO) – administradora dos estádios de Manaus -, o Governo do Estado gasta atualmente aproximadamente R$ 780 mil por mês com a manutenção dos três estádios novos  de Manaus, incluindo  a Arena, que ultimamente não está sendo usada para nada.

Neste ano, ocorreram apenas cinco jogos no estádio que era promessa de um futuro melhor para o futebol local. A última  partida de um clube amazonense na Arena ocorreu no dia 22 de fevereiro. Na ocasião, o Nacional enfrentou o Vilhena–RO, pelo jogo da volta, da primeira fase da Copa Verde.


Numa tarde chuvosa de domingo, pouco mais de 2 mil pagantes compareceram ao estádio para ver o time azulino avançar na competição regional. A renda do jogo foi de R$ 61.540 e mesmo utilizando apenas parte do anel inferior da praça esportiva – com o intuito de reduzir os gastos com  o quadro móvel - o borderô da partida apontou R$ 47 mil de cusos com as taxas de uso do espaço.

Padrão Fifa fora da realidade local

Os custos exorbitantes para o uso do estádio padrão Fifa desanimaram de vez os dirigentes do Nacional. Mesmo depois da contenção de despesas para utilizar o local, o clube arrecadou apenas R$ 14,5 mil – fato comemorado pela direção do clube. Isso porque a diretoria do Leão fez um acordo com a Polícia Militar (PM) para fazer a segurança do evento, caso contrário o lucro nacionalino teria sido bem menor.

O baixo índice de torcedores nos jogos aliado aos altos custos da utilização da Arena da Amazônia forçou a diretoria do Nacional a evitar o estádio. O clube   remarcou os oito jogos da equipe  no local na disputa do Campeonato Amazonense deste ano para outros estádios. Com receio de arcar com prejuízos, a cúpula do Leão da Vila  também retirou da Arena os confrontos com o Paysandu (pela Copa Verde) e Bahia (pela Copa do Brasil). 

Os dois únicos jogos do Nacional confirmados para a Arena da Amazônia para o restante do ano são as duas finais do Barezão 2015. Isso porque o governo do Estado se comprometeu em arcar com todas as despesas do quadro móvel do estádio antes mesmo do início da competição.

Naça descarta a Arena na Série D

Para a disputa do Brasileirão da Série D deste ano, a única partida que a diretoria do Naça estuda em levar para a Arena é o duelo com o Remo. O jogo está marcado para o dia 6 de agosto e é válido pela 5ª rodada da competição. No entanto, a partida está   previamente marcada no site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para ser realizada no estádio Ismael Benigno, a Colina.


Questionado se o Nacional ainda pretende utilizar o estádio multiuso este ano, o presidente do Leão, Mário Cortez, respondeu sem muito entusiasmo. “Vai depender dos jogos. Em jogos chamados grandes até existe a possibilidade. O único jogo na primeira fase (do Brasileirão) que estamos estudando em levar pra Arena é contra o Remo. A colônia paraense é muito grande em Manaus e pode acontecer”, disse.

Cortez também explicou o motivo da falta de animação em jogar na Arena. “É muito caro. A gente não pretende utilizar a Arena. Os custos são muito altos. É muito difícil que o Nacional vá utilizar a Arena na Série D. A não ser, como disse, contra o Remo. Jogos contra equipes do Acre, Rondônia e Roraima nós vamos levar pro Zamith, que cabem 2,5 mil pessoas, ou a Colina. São mais baratos e custam o mesmo valor”, avaliou.

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