Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
Craque

Corintiano amazonense que estava preso na Bolívia ainda não deu notícias

Cleuter Barreto não entrou em contato coma a família em Manaus desde que foi solto do presídio boliviano. Seu irmão afirma que o torcedor está em São Paulo resolvendo pendências



1.jpg Irmão do amazonense, torcedor do Corinthians, diz que ele deve resolver toda a sua vida em São Paulo para poder voltar a Manaus de vez
05/08/2013 às 16:51

“Estamos com o coração mais aliviado”, disse nesta segunda-feira (5) Carlos Augusto Barreto, de 46 anos, irmão do amazonense Cleuter Barreto Barros, 24, que integrava o grupo de cinco torcedores corintianos envolvidos no Caso Kevin que foram soltos da prisão San Pedro, em Oruro, Bolívia, no último sábado (3).

Apesar de ainda não ter feito contato por telefone com a família, Carlos acredita que o irmão esteja bem e que ele deve continuar em São Paulo para resolver todas as suas pendências.

“Deixa ele se divertir por lá, resolver as coisas dele. Ele tem namorada lá, tem um monte de coisa pra resolver do trabalho. Pelo menos ele resolve tudo e depois não vai precisar vir e ir, pode voltar de uma só vez”, ressaltou.

A família está ansiosa para receber Cleuter em Manaus após mais de sete meses longe. “Ele foi para São Paulo uns dois meses antes de acontecer aquele jogo”, lembra Carlos.

Para saber notícias do irmão mais novo, Carlos mantém contato com integrantes da Gaviões da Fiel, a torcida organizada oficial do Corinthians em São Paulo. Segundo ele, o irmão foi para a capital paulista e conseguiu um trabalho dentro da própria Gaviões.

Fanatismo
“Ele trabalhava e só tinha um propósito. Juntou dinheiro, não gastava para nada. Ele fez economias para poder realizar o sonho de acompanhar o Corinthians”, revela o irmão. Cleuter torce pelo “Timão” desde o fim da década de 90, quando acompanhava pela televisão o auge do clube paulistano.

Carlos destaca que o irmão é ciumento até com suas camisas do time e que ele mesmo é quem as lava. “Ele queria era ir para o Japão. Disse que se o Corinthians fosse campeão da Libertadores, ele estava dispoto a ir ao outro lado do mundo”.

Prisão dos torcedores
A partir do momento em que a família ficou sabendo do incidente com o sinalizador que matou Kevin Espada, de 14 anos durante o jogo entre San José (BOL) e Corinthians, em Oruro, pela primeira fase da Libertadores, foi um desespero total.


“Meu primo ligou para nos dar a notícia, foi muito desesperador. O pessoal da Gaviões aqui de Manaus também ligou para a gente. Eu tive vontade de arrumar minhas coisas e ir para a Bolívia resolver isso, mas eu sabia que não tinha condições. Foi uma coisa horrível”, conta.

Carlos ressalta que só após 30 dias da prisão foi que ele conseguiu falar com irmão, que garantiu ser inocente.“Ele disse assim: ‘pegaram e prenderam a gente. Eu vim para cá assistir jogo e não pra matar alguém’”.

Sentimento
Carlos disse que gostaria de ter ouvido do irmão uma frase dita por outro torcedor que também estava preso:

“Eu me emocionei ontem ao assistir uma entrevista na TV quando um dos caras falou que agora ia dar mais importância para a família, que ia se dedicar, que a família é que são verdadeiros amigos. Eu queria ter ouvido isso da boca do meu irmão”.

Cleuter, ao ser abordado pelos jornalistas para dar entrevista, disse apenas que o Corinthians poderia jogar no inferno que ele estaria estar lá.

O irmão aguarda ansiosamente e acredita que até o fim desta segunda (5) Cleuter deve fazer contato com Manaus.

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