Sábado, 20 de Julho de 2019
Craque

CRAQUE conversa com a fera brasileira que é favorita no Mundial de Judô, Maria Suelen

Aos 25 anos, a atleta casada com o também judoca e treinador Carlos Honorato, desponta como favorita no Mundial e é nome forte a estar na seleção brasileira em 2016



1.jpg Maria Suelen Altheman defenderá o Brasil no Mundial de Judô do Rio de Janeiro
24/08/2013 às 14:29

Maria Suelen Altheman defenderá no Mundial de Judô do Rio de Janeiro, a partir de amanhã, a liderança do ranking mundial na categoria pesado feminino (acima de 78 anos). Além do peso da categoria, que reúne atletas em média de 120 quilos, pesa sobre seus ombros de Suelen justamente o fato de estar no topo da lista da categoria e competir em casa, onde a responsabilidade pela conquista de medalha aumenta em proporções gigantes. Pela grandeza da responsabilidade dela no Mundial, a atleta, que nasceu na cidade de Amparo e mora hoje em Santos, São Paulo, inaugura uma nova série de entrevistas do CRAQUE, intitulada “Conexão Rio 2016”, que visa a dar vez e voz aos atletas que devem participar da Olimpiada da Cidade Maravilhosa daqui a três anos. Aos 25 anos, a atleta casada com o também judoca e treinador Carlos Honorato, desponta como favorita no Mundial e é nome forte a estar na seleção brasileira em 2016. Ela falou com exclusividade ao CRAQUE.

Você agora lidera o ranking mundial da categoria pesado. Qual a responsabilidade desse feito e o que é mais difícil: chegar ao topo ou se manter nele?

A responsabilidade de ser líder do ranking é bem grande, mas eu treinei muito para isso acontecer e continuo treinando para não cair. O mais difícil de tudo é manter a posição de liderança no ranking.

Como tem sido a preparação para o Mundial? Qual sua meta para essa competição e quais as oponentes mais temidas?

A preparação está sendo muito intensa, mas toda essa intensidade é compensada quando se está no pódio. Esse é o objetivo. A minha meta sempre vai ser de ser campeã. As oponentes mais temidas são do Japão, da China, de Cuba, do México, e no meu ponto de vista também a França, que vem forte para a competição.

O judô brasileiro nunca chegou tão longe em termos de ranking. A que você atribui esses resultados?

Atribuo esses resultados aos tecnicos dos clubes pelo Brasil, que têm melhorado bastante o nível técnico dos atletas, à Confederação Brasileira de Judô (CBJ), que investe nos atletas, à Marinha, que apóia alguns atletas, como eu, e à minha família, que é a minha base.

Onde os gestores do judô brasileiro acertam e onde erram na política de investimentos na base e nos atletas de alto rendimento?

Com os resultados que o judô brasileiro está obtendo, eu acho que eles (gestores) estão só acertando.

Quais as suas pretensões para a Olimpíada de 2016 no Rio?

Tenho algumas pretensões para Olimpíada do Rio. Primeiramente sair, se possível, com a minha medalha no peito. Mas, antes tudo, espero que haja mais investimentos nos atletas por parte do governo.

O fato de ser casada com um atleta da mesma modalidade (Carlos Honorato) ajuda ou atrapalha na fase de pré-competição, uma vez que há a necessidade de cumprir o papel de mulher e de atleta?

Isso (ser casada com um judoca) nunca me atrapalhou em nada. nós dois (ela e o marido) sabemos separar bem o profissional do pessoal.

Tivemos alguns problemas de mobilidade urbana com a vinda do Papa Francisco ao Rio, por exemplo, falta de ônibus, metrô super-lotado. O que você espera da cidade em 2016 nos Jogos Olímpicos no transporte público?

Espero que os governos, seja municipal, estadual e federal, comecem a trabalhar para mudar essas coisas (déficits de transporte urbano). Apesar dos Jogos Olímpicos serem no Rio, acho que em todo o País deve melhorar os serviços públicos.

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