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PELADINHO

Craque do Jovens de Cristo/Clube da Bola se superou para chegar às semis

O camisa 10, Matheus Viana precisou vencer a síndrome do pânico para voltar ao futebol, no Peladinho. Agora ele busca vaga na grande final 13/01/2017 às 05:00 - Atualizado em 13/01/2017 às 09:07
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Matheus comemora o pênalti que carimbou a vaga para a semi final do Peladinho (Foto: Winnetou Almeida)
Camila Leonel Manaus (AM)

Matheus Viana, camisa 10 do Jovens de Cristo/Clube da Bola, ficou com a responsabilidade de cobrar o último pênalti que decidiria a vaga para as semifinais do Peladinho, contra o Alianç. Ele bateu com categoria, à meia altura e selou a classificação do time na competição. Correria e comemoração no campo do 3B após a partida do último domingo. Alegria de quem superou um adversário dentro e fora de campo.

“Estou até sem palavras. A gente lutou muito duas semanas de treino de manhã, à tarde e à noite, mas é como diz na palavra de Deus: Quem trabalha, Deus ajuda e é isso aí, só tenho agradecer a Deus pela honra que me deu de  ter batido o último pênalti e ter feito o gol”, declarou.

Matheus Viana de 14 anos começou a jogar aos quatro anos. Tanto tempo jogando trouxeram a tranquilidade que ele tem dentro de campo, mas um incidente ocorrido no ano passado quase acabou com essa história. Em fevereiro de 2016 antes de uma partida na Compensa, Matheus comeu além da conta. “Enchi o estômago”, lembra. O dia estava quente, na metade do jogo, ele parou para tomar água gelada. A combinação causou um choque térmico e Matheus passou mal.

“O médico falou que eu tive um choque térmico e daí vieram vários problemas. Eu tive crises de síndrome do pânico. Eu não saía de casa, com medo, quando eu ia jogar bola eu não conseguia jogar direito, eu só pensava naquilo (o dia que ele passou mal), não me concentrava direito”, relembra.

Volta por cima

Por causa dos problemas de saúde, ele não jogou o Peladinho do ano passado. Começou a se tratar com psicólogos e psiquiatras, mas segundo ele, o futebol também ajudou na recuperação que demorou dois meses. “Aqui nessas quatro linhas é onde eu esqueço tudo. Dos problemas ...tudo. O futebol é a minha vida”, contou.

De volta ao futebol, Matheus contou  com muita inspiração para voltar a jogar com a mesma intensidade e habilidade com que sempre jogou.

“Deus me dá forças para jogar. O meu pai e meus irmãos... minha família também. São eles que confiam em mim e em terceiro lugar, o que me inspira a jogar  é o Neymar. Eu me espelho nele. Ele joga muita bola, um craque... e é isso”, finalizou.

O Jovens de Cristo/Clube da Bola voltam a jogar no dia 15 de janeiro às 9h no campo do 1° Batalhão, no Petrópolis, Zona Sul. O time do bairro São Sebastião joga contra o  Idesca/Palas 2002

O atual treinador de Matheus, Márcio Fleury, conta que o camisa 10 era bem conhecido dos campeonatos de bairro e inclusive já sofreu derrotas para os times que o jovem jogou.

Porém, ele conta que além de ver gols e jogadas bonitas do Matheus, Fleury viu e ajudou no socorro do garoto.

“A  gente tinha acabado de chegar para o nosso jogo e ele desmaiou. Eu corri para socorrê-lo e acabou que ali fiz amizade com o pai dele. Depois o pai dele conversou comigo na esperança que ele jogasse o Peladinho e deu esse problema (síndrome do pânico)”.

Fleury também conta que além dos treinos, o grupo se reúne para estudar a Bílbia e além dos ensinamentos, a amizade do time foi fundamental. “A meninada abraçou ele. Criamos um grupo do whatsapp e a gente conversa, os meninos se reuniam para conversar e essa amizade ajudou muito ele”, disse.

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