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Crescimento feminino no MMA combate o preconceito e valoriza figura da mulher

“A gente já nasce lutando. A mulher é guerreira”, diz a lutadora Estefani Rodrigues, para quem o esporte tem tudo a ver com as mulheres, que sempre tiveram que lutar por espaço 19/11/2015 às 23:08
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Ketlen Vieira sonha em ser campeã mundial e acredita que preconceito já levou nocaute
Felipe de Paula Manaus (AM)

Sempre foi assim: ao longo da história, as mulheres sempre tiveram de lutar para conquistar espaço e respeito. Tanto fora quanto dentro do esporte, elas sofreram e sofrem discriminação e preconceito. No entanto, fazem desses desafios combustível para provar, mais uma vez, sua virtude guerreira, fazendo das artes marciais não apenas uma ferramenta de defesa pessoal, mas uma afirmação da liberdade feminina tão reprimida na sociedade.

Foi assim com Ronda Rousey, que mesmo derrotada pela competente Holly Holm em sua última luta, continua sendo um símbolo para o esporte mundial. Foi ela que, após ouvir declaração do chefão do UFC, Dana White, de que mulheres “nunca lutariam na organização”, se encarregou de fazê-lo mudar de ideia. Após grandes exibições, ela chamou atenção do manda-chuva do Ultimate e fez história ao dissuadi-lo de sua opinião, chegando mais tarde ao status de ídolo da organização.

“A gente já nasce lutando. A mulher é guerreira”, diz a lutadora Estefani Rodrigues, 27. Para ela, que treina muay thai, boxe, judô e jiu-jitsu, é dona de academia e tem dois filhos, a luta tem tudo a ver com a mulher. “Mulher faz sempre mais do que homem. Trabalha, cuida da casa, dos filhos, malha e ainda luta contra o preconceito”, diz ela, que tem luta marcada para o próximo Mr. Cage, no dia 17 de dezembro.

Pioneira no MMA feminino no Amazonas, Davina Maciel, 30, foi a primeira atleta local a lutar no Jungle Fight, maior evento da modalidade na América Latina. Com luta marcada para o dia 17, no mesmo evento de Stefani, ela se divide entre os treinos e os cuidados com o filho pequeno. Para ela, o legado de Ronda Rousey foi ter aberto espaço para as mulheres na luta, território onde ainda predomina preconceito quanto à atuação das mulheres.

“É importante praticar alguma arte marcial, principalmente a mulher. Se você ligar no jornal, vê diariamente morte de mulheres pelo marido, namorado. Então é importante para toda mulher procurar um esporte, em especial de auto-defesa”, disse a lutadora, que tem três vitórias e uma derrota na carreira segundo o site sherdog, referência mundial no esporte.

Um dos maiores talentos atuais no esporte, a invicta Ketlen Vieira, campeão dos pesos galo do Mr Cage, defende seu cinturão no Mr. Cage 20, no dia 17. Para ela, que sonha em ser campeã mundial no UFC, o preconceito contra mulheres no esporte já ficou pra trás. “A Ronda abriu as portas do mundo do MMA feminino. Acredito que as mulheres vão ganhar cada vez mais espaço e que esse preconceito já é coisa do passado”, disse ela.

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