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Esportes
O sorriso de Mona

De 3ª opção à 'dona da 2', conheça um pouco da história de Monalisa, do Iranduba

A lateral-direita, que vibra como poucas com os gols da equipe, era reserva da reserva no ano passado e hoje é uma das jogadoras mais regulares do elenco irandubense; De sorriso fácil, Mona vibra também com primeira convocação pra seleção 03/07/2017 às 10:43 - Atualizado em 03/07/2017 às 11:56
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O sorriso da Monalisa é de quem soube esperar por sua oportunidade (Foto: Winnetou Almeida)
Denir Simplício Manaus (AM)

Quem nunca viu ou ouviu falar do quadro Monalisa? A pintura mais conhecida do mundo é obra do gênio italiano Leonardo da Vinci e é uma das maiores atrações do Museu do Louvre, em Paris. A imagem, que representa uma mulher com uma expressão um tanto reflexiva, é mais lembrada por seu sorriso enigmático, que mistura sedução e a timidez. Bem diferente do sorriso da lateral-direita do Iranduba, Monalisa Reis Carvalho Belém, 19, a “Mona”. A jogadora de Tocantins, que recebeu o nome em homenagem ao famoso quadro, é puro êxtase nas comemorações dos gols do Hulk.

Sorriso à parte, Monalisa é uma das atletas mais regulares do Iranduba na grande campanha do Hulk no Brasileirão Feminino. A camisa 2 do Verdão atuou em 16 dos 17 jogos do time na competição, como lembra a própria Mona. “Fiquei de fora de apenas um, que foi contra o Audax, em casa, porque estava suspensa”, enfatizou.

Mona, a remanescente

Vestindo a camisa do Iranduba desde 2015, a lateral recorda do seu início no clube. “Joguei antes pelo Estrela Real-TO foi quando conheci o seu Amarildo (Dutra, presidente do Iranduba). Vim em 2015, mas como não conseguimos classificar da primeira fase (Brasileiro) voltei pro Tocantins. Depois surgiu uma nova proposta e eu voltei e estou aqui até hoje”, pontuou Monalisa relembrando que não era nem reserva da reserva quando as meninas do Kindermann-SC chegaram, em 2016.

Mona (ao lado na meia Laura) 'esquentou' o banco no Hulk, mas sempre com o sorrisão (Foto: Denir Simplício)

“Aconteceu da Roberta (titular) lesionar e a Bruna (reserva) teve de ir pra Seleção, eu era a terceira opção na lateral-direita. Depois ainda veio a Rílany, que veio do draft da Seleção. Virei titular com o França (Felipe) que era o treinador na época. Lembro que ele conversou comigo antes de um jogo e de lá pra cá não saí mais”, comentou Mona.

O sorriso do gol

Sempre uma das primeiras a comemorar os gols do Hulk, Monalisa compartilha a alegria das companheiras. “Fico muito contente. Mesmo quando o gol não é meu fico muito feliz por minha colega ter feito e ter ajudado nossa equipe”, explica Mona avaliando que o Hulk 2017 é mais unido.

Vibração na hora do gol é com a Mona (Foto: Antônio Lima)

“Esse ano o nosso grupo todo está muito unido e gente sabe que isso é 90% que precisamos pra jogar futebol hoje. Tem de ter união e a gente é uma família. Independente de quem faça gol a gente tem de sair de onde a gente estiver e comemorar. Até as meninas do banco também saem pra comemorar e isso é muito legal”, concluiu Mona.

A caminho da Seleção Brasileira

Monalisa tem apenas 19 anos e depois de ralar na reserva, vem se destacando com a camisa do Iranduba no Brasileiro. A menina da pequena cidade de Pindorama, no interior de Tocantins, recebeu na última semana uma grande notícia: foi notificada pela CBF para servir à Seleção Brasileira Sub-20.

“Estou muito feliz pela convocação e espero que seja a primeira de muitas. Se Deus quiser vai dar tudo certo”, comemorou a lateral-direita, que deve pintar na lista oficial de convocadas ainda esta semana.

A neta da dona Pascoalina - responsável pelo nome de Monalisa - foi chamada pela primeira vez para vestir a amarelinha, mas Mona vem de uma família de “boleiros”. A irmã mais velha, Elenise, 24, atua no futebol da Irlanda do Norte e o pai, Manoel, foi goleiro amador.

Lá vem a Mona puxando a comemoração de mais um gol (Foto: AllSports)

“Meu pai foi goleiro durante muito tempo, meus tios também jogaram, todos incentivavam muito a mim e a minha irmã. Acho que é de família mesmo o futebol”, comentou a lateral que impressiona pelo vigor físico e a garra dentro de campo.

“Esse estilo é natural meu, mas aprendi muito com o França (Felipe, técnico em 2016) e com o Sérgio (Duarte) que é um excelente treinador. Isso devo agradecer a eles por essa raça nos jogos. Na verdade sempre tive, sempre joguei desse jeito”, declarou a jogadora, que deve se apresentar à Seleção Sub-20 após o jogo da volta das semis contra o Santos, ou até mesmo depois das finais do Brasileiro, como Monalisa e o elenco do Hulk tanto desejam.

 

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